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    『 Tradutor: Crimson 』


    Num piscar de olhos, o entardecer chegou.

    No horizonte distante, nuvens flamejantes pairavam no céu, formando camadas sobre camadas. Um bando de gaivotas brancas cruzou as nuvens e desapareceu além do horizonte.

    Às 17h, Baiqi ordenou a retirada das tropas.

    A 5ª legião, que havia massacrado o inimigo durante toda a tarde, recuou como uma maré, deixando para trás dois mil cadáveres. O preço pago nas batalhas de cerco e nos ataques de sondagem havia sido alto — mas certamente seria cobrado de volta.

    Com o exército retornando à Cidade Satélite, a batalha do dia chegou ao fim.

    A noite caiu lentamente, o barulho cessou, e ambos os lados finalmente puderam respirar — preparando-se para o confronto do dia seguinte.

    Especialmente os marroquinos.

    A guerra entre países havia surgido de forma tão repentina que não tiveram tempo para reagir durante o dia. Agora, precisavam usar a noite para se reorganizar.

    Afinal… isso dizia respeito à sobrevivência do país.

    Rabat parecia uma fera ferida, lambendo suas feridas na escuridão.

    Fumaça subia das chaminés das casas dos civis, que, apesar do medo, precisavam continuar vivendo.

    Mas a cidade já não possuía a alegria de antes.

    O que restava… era ansiedade e terror.

    E ninguém ali sabia que o sofrimento daquele dia… era apenas o começo.

    A verdadeira crise ainda estava por vir.

    Rabat, Palácio Imperial.

    Mesmo à noite, o palácio permanecia iluminado.

    O Exército de Guardas mantinha a ordem na cidade, enquanto o palácio era fortemente protegido. A atmosfera solene de sempre agora estava carregada de tensão.

    No salão principal, o rei Mohammed VI estava sentado no trono, com a expressão extremamente séria.

    Diante dele, três figuras se destacavam:

    Secretário do reino Hisham, comandante dos guardas Ismail, e o jogador Amedee, líder da principal guilda de Marrocos, o Grupo Mercenário Dourado.

    O relatório do dia já havia sido apresentado — e a situação era sombria.

    O rei perguntou: “Ismail, os guardas tem confiança para amanhã?”

    Ismail, o único general histórico de Marrocos, respondeu com firmeza: “Não se preocupe, Majestade. A derrota de hoje ocorreu por causa do ataque surpresa e da ofensiva pelo mar. O inimigo explorou nossa fraqueza com sua força. Agora que passamos por isso, a situação está estabilizada. O cerco será muito mais difícil para eles.”

    Amedee concordou:

    “O general está certo. À tarde, o inimigo não obteve vantagem nas sondagens. Pelo contrário, sofreu grandes perdas.”

    Ao ouvir isso, o rei relaxou um pouco.

    “Quando os exércitos dos outros territórios chegarão?”

    Hisham respondeu:

    “Como os três Lordes não estão no país, houve atraso na mobilização. Felizmente, eles já enviaram cartas. Suas tropas foram reunidas e teletransportadas para Casablanca. Devem chegar amanhã.”

    Mesmo com as cartas interceptadas por Kalia, a aliança entre os territórios já havia sido formada — e seus líderes sabiam o que fazer.

    No dia seguinte, os três exércitos marchariam juntos rumo a Rabat.

    Se não fosse pela interferência de Kalia, já teriam chegado naquela mesma noite.

    Seu atraso… havia comprado um tempo precioso para a emboscada de Huo Qubing.

    Hisham continuou:

    “Majestade, há mais uma boa notícia. Segundo o relatório de Casablanca, conseguimos convencer os espanhóis a nos ajudar.”

    “Excelente!”

    Duas boas notícias consecutivas acalmaram ainda mais o rei.

    Em seguida, ele falou com frieza:

    “O rei da Grande Xia é ambicioso demais. Já que escolheram esse caminho… não nos culpem por sermos impiedosos.”

    E então deu a ordem: “Capturem todos os comerciantes orientais na cidade. Aqueles que resistirem… matem.”

    Mohammed VI não era um governante misericordioso.

    Suas mãos já estavam manchadas de sangue.

    Mais do que isso… queria usar esse ato para unir o povo, canalizando o ódio coletivo.

    “Sim, Majestade! Usaremos suas cabeças para honrar os soldados mortos na Kasbah de Udayas.”

    A perda de 50 mil soldados de elite em tão pouco tempo afetou profundamente Ismail.

    Antes mesmo do início da guerra entre países, as três câmaras de comércio da Grande Xia já haviam recebido a notícia. Por isso, junto com seus navios sendo requisitados pelo exército, conseguiram fugir antecipadamente.

    Os demais comerciantes — inclusive os de outras regiões da China — não tiveram a mesma sorte.

    Ouyang Shuo até quis ajudá-los… mas não havia muito que pudesse fazer além de discutir compensações futuras.

    Revelar planos estratégicos para salvá-los?

    Ele não era tão altruísta a esse ponto.

    No comércio marítimo, o risco sempre existia.

    Assim que saiu do palácio, Ismail deu a ordem: Massacrem os comerciantes orientais.

    Esses comerciantes já estavam aterrorizados com o início da guerra, mas não tinham como fugir. Pensaram que poderiam se esconder na cidade, como tartarugas retraídas em seus cascos.

    Mas não havia escapatória.

    O povo marroquino estava tomado pela raiva — e, diante disso, esconder-se era impossível.

    O rei havia ordenado: “Matem aqueles que resistirem.”

    Mas Ismail interpretou de outra forma: “matem todos os comerciantes orientais.”

    Resistir ou não… era irrelevante.

    Em menos de uma hora, milhares de corpos foram arrastados pelas ruas, criando uma cena aterradora.

    No início, apenas comerciantes orientais eram mortos.

    Depois… qualquer um com aparência oriental se tornou alvo.

    Até mesmo espiões dos Guardas Cobras Negras infiltrados na cidade acabaram sendo atingidos.

    Felizmente, a maioria deles era composta por agentes locais ou ocidentais.

    Caso contrário, as perdas teriam sido muito maiores.

    Mesmo assim… dois deles não tiveram sorte.

    Naquela noite, Rabat mergulhou em um mar de sangue.

    Uma noite de puro caos.

    Cidade Satélite, Mansão do Lorde da Cidade.

    Em contraste com o terror de Rabat, a Cidade Satélite estava silenciosa — quase como uma cidade fantasma.

    As unidades militares se mantinham organizadas, cada uma em sua zona, após a refeição.

    Ouyang Shuo foi até a ala dos feridos, verificou os soldados e retornou à mansão.

    Logo depois, Jia Xu se aproximou para relatar:

    “Rei, Huo Qubing enviou mensagem. Tudo está pronto.”

    Ouyang Shuo assentiu:

    “Devemos enviar a legião de Lu Bu para reforço?”

    A emboscada de Huo Qubing tinha como alvo os três exércitos territoriais de Marrocos — cerca de 130 mil soldados, o dobro da 2ª Legião de Guardas.

    Jia Xu ponderou antes de responder:

    “Acredito que não seja o melhor. Primeiro, a Cavalaria Tigre-Leopardo é uma tropa de elite e não terá grandes dificuldades. Segundo, enviar a legião de Lu Bu pode alertar o inimigo. Além disso, precisaremos dela para o cerco amanhã.”

    Ouyang Shuo concordou com a análise.

    Segundo o plano, o exército principal continuaria realizando ataques de sondagem para desgastar a moral inimiga.

    Mas o verdadeiro foco do dia seguinte… seria a emboscada de Huo Qubing.

    Se eliminassem os exércitos territoriais, Rabat ficaria isolada.

    A partir daí, as opções seriam inúmeras: recuar até Casablanca ou até usar seus recursos como base logística.

    Por isso, a operação do dia seguinte era crucial.

    “Majestade… há mais um assunto.”

    Jia Xu hesitou antes de relatar o massacre ocorrido nas ruas de Rabat — informação enviada pelos Guardas Cobras Negras.

    Ao ouvir isso, um brilho frio surgiu nos olhos de Ouyang Shuo:

    “Os marroquinos estão cavando a própria cova. Isso afeta nosso plano?”

    Jia Xu respondeu calmamente:

    “Não, Majestade. Nossos agentes já se esconderam. Muitos são ocidentais e não serão afetados. O plano segue intacto.”

    “Ótimo.”

    Dia 20 do 5º mês, Casablanca.

    Às 7h da manhã, o sol nasceu como de costume, iluminando a cidade-jardim com uma luz suave.

    O aroma das flores e o canto dos pássaros traziam uma sensação de tranquilidade.

    Mas naquele dia…o clima era solene.

    Assim que o dia clareou, 130 mil soldados já estavam reunidos fora da cidade.

    Sem perder tempo, marcharam em direção a Rabat.

    Atrás deles, seguiam 10 mil jogadores aventureiros — combatentes reunidos no dia anterior.

    Marrocos não produzia cavalos de guerra.

    Por isso, havia menos de 10 mil cavalarias — o restante era infantaria.

    Entre eles, destacava-se uma unidade especial: soldados negros.

    Historicamente, durante a dinastia Alauíta, havia sido formado um exército de elite composto por homens negros.

    No jogo, essa força se tornou uma tropa especial — especialistas em combate no deserto sob calor extremo.

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