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    『 Tradutor: Crimson

    Enquanto a Grande Dinastia Xia se preparava para a guerra, novas ondas voltaram a se erguer no Mediterrâneo.

    No dia 10 do 5º mês, a Rainha Kalia enviou convites a todos os Lordes do Mediterrâneo, chamando-os para Atlântida como convidados, a fim de discutir as tecnologias atlantes.

    Na antiguidade, Atlântida havia sido submersa por um dilúvio, afundando no fundo do oceano. Um ano antes, graças à ajuda de Ouyang Shuo, a cidade havia ressurgido.

    No entanto, comparada à imensa e quase inimaginável civilização atlante, aquela cidade era apenas um pequeno fragmento — nem sequer 1/1000 do todo.

    Na Biblioteca de Atlântida, havia inúmeros registros sobre sua civilização e seu passado.

    Kalia propôs reunir as forças do Mediterrâneo para mergulhar novamente nas profundezas do oceano em busca de mais vestígios de Atlântida. Dessa forma, poderiam redescobrir tecnologias perdidas.

    Assim que a notícia foi divulgada, multidões responderam imediatamente.

    Até mesmo César, que tinha seus próprios interesses ocultos, não conseguiu ignorar a tentação e se preparou para aceitar o convite.

    De repente, o Mediterrâneo entrou em efervescência, iniciando uma missão de exploração oceânica sem precedentes. Como resultado, tornou-se o centro das atenções do mundo inteiro.

    Dia 12 do 5º mês, Cidade Jidian.

    Sob o manto da noite, a Cidade Jidian parecia uma gigantesca fera marinha, escondida silenciosamente nas águas, observando com olhar frio os navios que cruzavam o Mediterrâneo. Era como um guardião infernal, causando arrepios em quem a encarasse.

    A brisa marítima soprava, trazendo consigo o cheiro salgado e forte do oceano.

    Mesmo à noite, o Porto de Gibraltar, em Jidian, permanecia iluminado. Milhares de navios, com velas de diferentes estilos, estavam ancorados ali.

    Cada embarcação era um grande navio de comércio marítimo, carregando os sonhos de riqueza dos mercadores.

    O cais estava repleto de gente, vibrante e movimentado.

    Mais de dez estalagens se alinhavam ao longo do porto, exalando o aroma de vinho e oferecendo aos marinheiros e comerciantes o melhor entretenimento possível.

    Como ponto estratégico das rotas comerciais, o local reunia tanto refinadas estalagens orientais quanto estabelecimentos mais ousados do Ocidente. Muitos eram verdadeiros pontos de encontro entre culturas diferentes.

    Dentro dessas estalagens, era comum ver orientais e ocidentais reunidos, negociando acordos.

    E esse burburinho se estendia até o amanhecer.

    Sem exceção, todas essas estalagens eram monitoradas pelos Guardas Cobras Negras.

    Para Cobra Negra, um mercenário internacional, misturar-se a esse tipo de ambiente era tão natural quanto um peixe na água.

    Ele conhecia esse tipo de cenário como ninguém. Mesmo de olhos fechados, saberia exatamente de quem extrair informações — e de quem não.

    Historicamente, estalagens sempre foram centros de disseminação de informações. Comerciantes viajavam por diversas regiões e acumulavam conhecimentos variados, muitas vezes revelando detalhes valiosos sem perceber.

    Apenas com esse tipo de ambiente, os Guardas Cobra Negra conseguiam obter grandes quantidades de informações internacionais.

    21h, Estalagem Estrela do Deserto.

    Entre as estalagens, esta ficava no extremo oeste do cais e era bastante discreta. Seu dono era um homem negro vindo da África. Ainda assim, ninguém o subestimava — afinal, para manter um negócio ali, era preciso ter capacidade.

    Em um quarto comum no segundo andar, Cobra Negra estava reunido com alguém.

    À primeira vista, a estalagem parecia normal. Mas, na realidade, tudo ali era monitorado pelos Guardas Cobra Negra — inclusive o próprio dono do estabelecimento.

    “Você trouxe o item?” Perguntou Cobra Negra.

    O homem sentado à sua frente era um berbere, vindo de Marrocos. Tinha cerca de trinta anos, vestia uma túnica preta e mantinha a cabeça coberta por um lenço escuro.

    Qualquer pessoa com experiência militar perceberia, pela postura, que ele era um soldado.

    O homem misterioso respondeu com uma voz rouca: “Trouxe o que você queria. E o que eu pedi?”

    Cobra Negra sorriu e retirou uma pequena caixa de madeira.

    “Dê uma olhada.”

    O homem hesitou antes de abri-la. No momento em que o fez, seus olhos se arregalaram — dentro havia um diamante do tamanho de um ovo de pombo. Mesmo no escuro, ele brilhava intensamente.

    “É isso mesmo!”

    Sua voz tremia de emoção.

    Cobra Negra apenas sorriu. Em um movimento rápido, a caixa se fechou novamente.

    “Você já viu. Agora é minha vez.”

    O homem olhou fixamente para a caixa por um instante, depois cerrou os dentes e tirou algo de suas vestes.

    “Está aqui.”

    Cobra Negra recebeu o objeto, lançou um olhar rápido e o guardou cuidadosamente em sua bolsa de armazenamento.

    “Você sabe as consequências de nos enganar.”

    Ao ouvir isso, o medo tomou conta do olhar do homem. Ele conhecia bem quem estava à sua frente — um verdadeiro demônio.

    “Pode verificar… Se houver qualquer erro… pode me matar…”

    “Ótimo.” — Cobra Negra sorriu, entregando a caixa. — “É sua.”

    O homem a agarrou com força.

    Antes que partisse, Cobra Negra acrescentou friamente: “Lembre-se: se abrir a boca, sua esposa e seus filhos vão alimentar os tubarões.”

    “Sim, sim!”

    Enxugando o suor frio, o homem não demorou e saiu às pressas.

    Ao vê-lo partir, um dos subordinados ao lado perguntou: “Senhor… vamos simplesmente deixá-lo ir?”

    Cobra Negra permaneceu inexpressivo.

    “O que você sugere? Matar e queimar o corpo?”

    “Esse diamante vale dezenas de milhares…”

    O olhar de Cobra Negra ficou gelado.

    “Mesmo que valesse milhões, não quebramos as regras. O rei não tolera esse tipo de atitude. Se eu descobrir que alguém está planejando algo, não me culpe por ser impiedoso.”

    “Sim, senhor!”

    Os membros dos Guardas Cobra Negra próximos começaram a suar frio.

    Cobra Negra balançou a cabeça.

    “Vocês seguem o rei há tanto tempo… e ainda não amadureceram? Nosso rei quer governar o mundo. Não manchem o nome dele.”

    “Obrigado pelos ensinamentos, senhor!”

    “Vamos. Fiquem de olho naquele sujeito. Não deixem nada dar errado.”

    “Sim, senhor!”

    Após sair da estalagem, Cobra Negra seguiu para a cidade.

    Em contraste com o tumulto do porto, as ruas estavam silenciosas. Desde as 20h, o toque de recolher estava em vigor, e ninguém circulava pelas vias.

    Em toda a cidade, apenas a Mansão do Lorde permanecia iluminada.

    Após meio mês de preparativos, o trabalho estava quase concluído — cerca de 80% dos recursos já haviam sido transportados.

    Na mansão, depois do jantar, Ouyang Shuo reuniu seus generais para uma conferência. Estavam presentes Baiqi, Shi Dakai, Huo Qubing, Ma Chao, Lü Bu, Álvaro, Lu Meng e Jia Xu.

    No centro da sala, estava pendurado um mapa de Marrocos.

    O país se estendia de norte a sul, com todas as posições estratégicas marcadas — quatro delas destacadas com clareza.

    A cidade imperial, Rabat, ficava no noroeste, na base de um arco costeiro. Contava com 250 mil guardas e cerca de 2 milhões de jogadores.

    Desses, aproximadamente 200 mil eram jogadores de combate — cerca de 80% do total.

    Ao sul estava a famosa cidade-jardim Casablanca.

    No jogo, Casablanca era apenas um território de Lorde, com menos de 50 mil tropas, segundo as informações.

    Mais ao sul ficava Agadir, a principal cidade portuária e a maior do país, com um exército próximo ao tamanho de uma legião completa.

    Fora essas duas regiões, os territórios menores ao sul haviam sido absorvidos e deixado de existir.

    O último ponto estratégico era Tânger, ao norte. Assim como a Cidade Jidian, controlava um ponto crucial do Estreito de Gibraltar e possuía foco naval.

    No momento, porém, sua marinha não representava ameaça significativa ao Esquadrão do Mediterrâneo.

    No geral, o maior perigo continuava sendo a cidade imperial.

    Embora Rabat estivesse localizada na costa, o exército expedicionário viria de muito longe. O grande desafio era desembarcar sem ser detectado pelo inimigo.

    Afinal, estavam lidando com quase 300 mil tropas. Levar um contingente desse tamanho até o território marroquino sem chamar atenção era praticamente impossível.

    Após inúmeras análises da Divisão de Guerra, concluíram que quatro legiões de combate eram o limite máximo para evitar exposição. Usar um contingente tão reduzido para atacar um país inteiro era, por si só, uma aposta arriscada.

    Por isso, Ouyang Shuo lideraria pessoalmente a campanha. Jia Xu atuaria como estrategista, Baiqi como comandante adjunto, Huo Qubing como general de vanguarda, e Álvaro ficaria responsável pela retaguarda.

    Após meio mês de investigações e discussões, o plano estava definido:

    “Avanço conjunto por terra e mar, com ataques simultâneos em múltiplos pontos.”

    A reunião daquela noite servia para ajustar os últimos detalhes antes do início da operação.

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