Capítulo 058 – O chão frio é a dura realidade
Alexander ficou feliz com os ganhos obtidos, mas o custo não foi baixo. Não só o seu grupo estava exausto demais para fazer qualquer coisa sem ter um bom descanso, mas ele também foi forçado a esvaziar completamente seu estoque de poções, caso contrário seu grupo não teria durado tanto.
Não ter nenhuma [Poção de Saúde] para uma emergência poderia ser um erro fatal e o grupo sabia disso. Mas até as poções contidas no baú da última masmorra foram usadas para que Mark e Stella pudessem se levantar.
— O que vocês pretendem fazer agora? — perguntou Alexander, de costas para sua equipe enquanto examinava a sala do BOSS.
— Voltar para a cidade — respondeu Stella.
Alexander virou-se para ela e lançou-lhe um olhar estranho — No meio da noite e com toda a equipe cansada?… Não sei dizer se isso é coragem ou vontade de atentar contra a própria vida.
Cansada demais para discutir, Stella apenas deu de ombros. — E o que você sugere que façamos?
— Não posso escolher por vocês. Mas, EU, vou procurar um lugar razoável para dormir aqui perto — respondeu Alexander.
— Não é melhor voltar para a cidade? — interveio Mark. — Não é tão longe.
— Vocês dois têm alguma razão em querer voltar para a cidade. É por isso que mencionei que não posso escolher por vocês — explicou Alexander, insinuando que eles poderiam voltar sozinhos. — Mas eu quero me acostumar a dormir ao ar livre, pois não é realista tentar voltar se formos fundo na Floresta Estelar.
Mark e Stella ainda estavam pensando quando ele incentivou toda a equipe a voltar: — Vocês voltarem seria a melhor escolha, pois ainda não me sinto confortável dormindo ao lado de vocês.
— Mesmo não sendo Ocean, ainda sinto a animosidade de vocês por mim — garantiu com seriedade.
Stella virou-se reflexivamente para Mark, que notou isso, mas logo percebeu que ela não era alguém que pudesse julgá-lo. Ela mesma tinha suas próprias reservas e reclamações.
Ao ver a situação ficando estranha, Alexander tentou acalmá-la: — Descansem um pouco. É improvável que vocês três tenham problemas que não conseguirão resolver se estiverem recuperados e forem cuidadosos.
Esse era um bom curso de ação, e fazia sentido. Mas quando as coisas estavam melhorando, uma frase, não mais alta que um sussurro, jogou a equipe de volta ao caos: — Eu vou ficar. Você pode precisar da minha ajuda se acontecer algo inesperado que exija tratamento.
Todos imediatamente se voltaram para Diana, que de repente ficou interessada em observar o chão, e a situação tornou-se estranha novamente. Mas desta vez não foi apenas um impasse, a situação tornou-se estranha em vários aspectos.
Mark e Stella há muito haviam notado que Diana parecia muito próxima de Alexander. Essa frase só deixou algumas coisas mais claras, pois não havia outra forma plausível de uma mulher optar por dormir tão perto de um homem, sem nenhuma necessidade clara, a não ser gostar dele ou ter muita confiança nele.
Ele não podia negar que gostava da personalidade e da companhia de Diana, pois ela parecia trazer-lhe pelo menos um pouco da humanidade que lhe faltava. Mas eles não tinham “esse” tipo de relacionamento.
Depois de tentar dissuadi-la por algum tempo, Alexander simplesmente desistiu porque ela nem tentou rebater suas palavras, apenas ficou ao lado dele como se não fosse mudar de ideia.
A permanência de Diana, por sua vez, criou um desfalque no grupo que queria voltar. Eles ainda poderiam tentar, mas o risco aumentaria sem um suporte para fornecer apoio.
Não querendo correr esse risco, a “dupla dinâmica” decidiu ficar. Mas como isso aumentaria muito o trabalho dele, Alexander resolveu deixar algumas coisas claras: — Vocês podem ficar. Mas não serei responsável pelo conforto de vocês.
Ele não esperou para saber se eles tinham alguma reclamação e saiu da masmorra para procurar algum lugar que pudesse usar como abrigo.
Após cerca de 15 minutos de busca, Alexander encontrou uma caverna espaçosa o suficiente. E com o abrigo garantido, ele começou a fazer outras coisas.
A primeira coisa que fez foi verificar a estabilidade do terreno, pois sem terreno estável a próxima parte seria bem difícil. E assim que confirmou a estabilidade, ele usou uma pequena série de |Estocada| contra o chão.
Com um buraco razoável pronto, Alexander analisou a direção do vento e perfurou um buraco em ambos os lados, um a favor do vento, que se conectava ao fundo do buraco maior, e outro contra o vento, que se conectava logo acima do meio do buraco maior.
O grupo ficou curioso sobre o que ele estava fazendo, ainda mais quando o viram colocar algumas coisas no buraco maior e lançar um feitiço elétrico dentro dele. Mas era apenas uma simples fogueira.
Ao ver os rostos surpresos dos companheiros, Alexander gesticulou para que relaxassem: — Não se surpreendam com tudo. Este foi apenas um feitiço básico conveniente. Não tenho afinidade mágica com o elemento raio.
Ao ouvi-lo, eles rapidamente entenderam, pois era de conhecimento geral que um mago poderia lançar qualquer feitiço básico. Ele só precisava ter treinamento suficiente para isso, como Lucas, que lançou o feitiço |Bola de Fogo| mesmo tendo afinidade mágica de raio.
Enquanto a equipe analisava a fogueira com curiosidade, Alexander tirou uma panela com comida do seu anel, ainda fingindo usar o item de armazenamento semelhante a um saco de pano, e a colocou sobre o fogo.
Ao vê-lo cobrir o buraco onde estava o fogo com a panela, Mark não pôde deixar de perguntar: — Isso não vai apagar o fogo?
Alexander pensou um pouco e concluiu que não seria ruim ensinar a eles um pouco de sobrevivência: — Esse estilo de fogueira se chama fogueira Dakota ou fogo Dakota. Ela foi projetada para ser assim, então não deve apagar.
Ao perceber que ele parecia disposto a responder, Stella também entrou na conversa: — Por que você fez este modelo e não um modelo normal?
— Queria testar se conseguiria fazê-la, pois esse modelo tem mais vantagens em uma floresta — respondeu Alexander antes de começar a explicar por que essa fogueira não apagava facilmente, por que se devia dar preferência a coisas secas para alimentar o fogo e coisas assim.
Quando ele terminou de explicar, a comida já estava quente. Mas como só havia quatro porções, sobrou apenas uma entre Mark e Stella.
A mensagem dele era clara: “Decidam entre vocês”. Mas como Mark estava tentando manter e aumentar a boa impressão que Stella tinha dele, seu destino era sombrio e fadado à fome.
Quando todos terminaram de comer, Alexander lavou a louça com |Revigorar| e voltou para a caverna onde dormiria.
Desde que encontrou esta caverna, ele reivindicou uma grande área no fundo dela para se deitar separado dos outros. Mas ainda deixou um aviso para eles: — Não vão muito para o mar. Não tolero nem sou cúmplice de atitudes sórdidas e inescrupulosas.
Com o aviso dado, Alexander jogou uma pele de monstro para cada um deles e foi para o seu espaço. E com algumas medições ele estava pronto para começar o que ia fazer, mas assim que se preparou para começar, sua equipe apareceu.
— É melhor vocês se afastarem — avisou o jovem mago da água antes de usar o feitiço |Barreira D’água| para criar uma grande, mas fina, esfera de água.
Assim que a esfera entrou em contato com o fundo, o teto e as paredes da caverna, ela parou de crescer e o rosto de Alexander ficou sério.
As atitudes dele deixaram o “público”, que assistia tudo através da fina camada de água, em dúvida. Mas assim que a esfera começou a recuar, eles entenderam por que ele ficou sério.
Ele havia feito um encadeamento mágico entre o feitiço |Revigorar| e o feitiço |Barreira D’água| para limpar o local onde ele iria ficar.
— O que vocês querem? — perguntou Alexander assim que terminou.
— Hmm?… Ah, sim. É isso — respondeu Mark enquanto mostrava a pele que havia lhe dado. — Qual é o propósito dessas peles?
— Aparentemente, um erro — respondeu Alexander, suspirando. — Foi mal. Pensei que vocês fossem dormir no chão. Não sabia que vocês tinham camas.
Essa era uma correlação simples, mas Mark e Stella estavam cansados demais para fazê-la.
Quando perceberam isso, seus rostos escureceram. Eles finalmente entenderam porque Alexander aumentou ainda mais o seu desgaste para limpar a sua área.
Ao ver a mão estendida dele, que esperava receber as peles de volta, eles recuaram reflexivamente. Essas peles empalideciam em comparação com o modo como normalmente dormiam, mas ainda assim eram melhores do que o chão frio de sua dura realidade.
Quando Mark e Stella se afastaram envergonhados, Diana permaneceu. E uma vez que ela confirmou que eles tinham ido embora, ela sussurrou suavemente: — Posso dormir aqui com você?
Obs: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.
Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

Regras dos Comentários:
Para receber notificações por e-mail quando seu comentário for respondido, ative o sininho ao lado do botão de Publicar Comentário.