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    Ao reagir prontamente ao grito que exprimia aquele momento tão aguardado, os avós de Diana imediatamente chutaram a esmagadora maioria do resto para fora do caminho e levaram Ánara para um quarto limpo e reservado para receber aquele momento. Felizmente, como se veio a descobrir depois, salvo algumas medidas e condicionantes de privacidade, Alexander também foi permitido entrar para o parto; afinal, ele era a fonte mais confiável de água em abundância na temperatura certa, bem como a mais limpa que havia em um raio de quilômetros.

    Observando o céu noturno e a posição da lua com ansiedade, a família toda, os que estavam dentro e os que estavam fora do quarto, viam os segundos, minutos e horas passarem com expectativa. Havia alguns dias de sorte e bons presságios no ano, mas a primeira semana do ano, especialmente o primeiro e o último dia da semana, eram especialmente desejados, ainda mais quando a criança nascia nas primeiras horas do dia 1 ou nas últimas horas do dia 7, pois dizia-se que a sorte dela era tão forte que fez força para ela nascer naquele dia auspicioso.

    Perto da última hora do dia, um choro rompeu o silêncio da noite naquela casa. A criança havia nascido bem, saudável e com pulmões muito fortes… Era um rechonchudo humaninho de cabelos negros, onde se destacava uma bela mecha vermelha.

    No entanto, assim que todos os processos de assepsia haviam sido feitos e a mãe havia recebido seu filho nos braços por algum tempo, uma densa massa de energia pressionou a todos como uma mão que tentava imobilizá-los, e a criança voou para os braços de Alexander, que a segurou com delicadeza e cuidado.

    Sem se importar com o olhar de espanto e repreensão que lhe lançaram, o mesmo materializou e colocou uma grande [Essência Evolutiva] na criança antes de também sacar um frasco de líquido avermelhado quase translúcido e lhe dar.

    — Se importaria em me ajudar? — perguntou ele a Diana, após a criança tomar tudo.

    Suspirando diante daquela atitude dele, ela lançou um olhar de desculpas aos pais antes de iluminar seus olhos com poder. Então, com delicadeza, infundiu e energizou o irmão com |Germinar|.

    Ao sorrir para sua irmã como se o toque final dela fizesse cócegas nele, o bebê foi levitado novamente quando a energia foi retraída, mas dessa vez para voltar ao seio de sua mãe enquanto Alexander “se desculpava”: — Desculpe pelo susto e por tudo isso. É que vocês se preocupam demais… Para falar a verdade, eu pretendia fazer isso às escondidas quando vocês baixassem a guarda, porém, com a condição dele, cada segundo é precioso. No entanto, eu lhes asseguro que tudo que fiz é tão seguro para a criança quanto respirar, então não se preocupem muito.

    Magoados, mas já habituados à maneira como ele fazia as coisas, e sabendo que, ao menos, ele não faria nada para magoar a sua filha, os pais não esboçaram muito além do seu olhar de repreensão e voltaram-se para sua nova criança.

    — Vocês já têm um nome? — indagou a avó materna, quebrando o constrangimento.

    — Adam — respondeu Ánara ao se voltar para a avó do seu marido. — O nome dele será Adam LittleLight Port.

    Não conseguindo evitar que seus olhos lacrimejassem, pois aquele nome era uma clara referência ao seu marido, a avó de Dimitri enxugou as suas lágrimas e apenas comentou, com um olhar grato e satisfeito: — Bom nome.

    Ao aproveitar que a ternura daquele momento havia quebrado momentaneamente qualquer mal-estar e baixado a guarda de todos contra ele, Alexander pegou alguns cristais e lançou um para a mãe e outro para o pai, que rapidamente reconheceram os [Cristais de Essência de Mana] e souberam exatamente o que fazer. Mas, assim que eles guiaram a energia mágica pura do cristal para dentro da criança, ele ficou mais e mais sombrio a cada segundo que passava.

    Contendo a força sua reação e temperamento que ficavam cada vez mais tempestivos, Alexander respirou fundo antes de se voltar para os outros membros da família no quarto: — Vocês poderiam me deixar a sós com Diana e os pais dela por um momento e me esperarem lá fora?… Eu preciso falar com vocês de forma adequada e separadamente.

    Obviamente estranhando aquilo e se perguntando o que estava acontecendo, os familiares se voltaram para os pais de Diana, que assentiram, e então saíram para deixá-los a sós.

    Sem ousar assustá-los ainda mais sem ter certeza, ele jogou para Diana outro [Cristal de Essência de Mana], e eles, pessoalmente, começaram a repetir o processo.

    Franzindo a testa ainda mais ao repetir o resultado, Alexander passou a tirar essência atrás de essência até que a criança finalmente ficou cheia, ao absorver mais de 10 delas, um número completamente destoante de um recém-nascido.

    — A boa notícia é que o filho de vocês muito possivelmente é um gênio — apontou ele ao se voltar para os pais aflitos à espera de um resultado. — A má notícia é que é genialidade demais… possibilidade demais… potencial demais…

    — Como assim? — indagou Dimitri. — Isso é realmente possível?

    — Eu fiz o que fiz às pressas porque o potencial físico e a linhagem dracônica do filho de vocês já é bem alta mesmo tendo acabado de nascer. E está em um nível de pureza só um pouco inferior a de Mark, que já passou por múltiplos processos — explicou Alexander, franzindo a testa. — Mas agora, além do seu potencial físico, ele também demonstrou uma grande aptidão mágica e 3 afinidades mágicas inatas… Nenhum humano na história do continente nasceu com 3 afinidades mágicas até hoje. Isso é extremamente raro, mesmo entre elfos.

    Alexander não estava brincando, ele realmente podia sentir a força da linhagem pura da criança ressoando com a dele; e havia preparado tantas essências justamente para aferir as afinidades mágicas dela, bem como nutri-la, pois, devido à alta pureza, o [Cristal de Essência de Mana] infundia e fortalecia a pessoa, mas também “se manchava” com as afinidades dela. No entanto, acabou que a criança, Adam, pareceu fazer jus à irmã e também revelou um potencial monstruoso.

    Não sabendo bem como responder ou reagir a tudo aquilo, os pais de Diana apenas olharam para seu novo filho, meio consternados. Mas Alexander voltou a martelar o ferro enquanto ainda estava quente: — Para além da questão dele, ainda há outra questão bem séria. Pois, se eu estiver certo, o {Talento} da dona Ánara está muito mais do que ativo desde Diana e diz respeito à gestação.

    — Com todo respeito, verdade seja dita, apesar de ser claramente filhos de vocês, os seus filhos estão acima do nível de descendentes que vocês deveriam, por padrão, produzir — argumentou ele da forma mais educada que pôde. — Coloquem assim: mesmo que eu e Diana, que somos bem mais fortes que vocês, tivéssemos um filho nesse momento, a nossa criança provavelmente não seria tão singular quanto a que vocês acabaram de trazer ao mundo… E esse é um {Talento} muito precioso e perigoso de se ter, visto que há pessoas gananciosas em perpetuar e fortalecer sua linhagem a qualquer custo.

    Bombardeados com tantas informações e incertezas, o casal subconscientemente se retraiu ao redor do filho, que parecia tão frágil e vulnerável naquele mundo de todos contra todos visando sempre seus próprios objetivos.

    Suspirando por ter sido ele quem teve que dar aquele novo choque bem brusco de realidade neles, Alexander beijou a testa de Diana e a pediu para ficar fazendo-lhes companhia enquanto saía do quarto, deixando o seu voto: — Vou tentar organizar isso da melhor forma que for possível.

    Ao sair do quarto, ele deu de cara com alguns membros da família de Diana e, então, puxou só a nata da família de lado para lhes dar um aviso: — Espero que vocês não me levem tão a mal depois do que estou prestes a dizer, mas isso é algo que eu sinto que devo colocar e deixar bem estabelecido… Digam à sua família, aparentados ou qualquer um que possa se envolver, que independentemente do motivo ou razão, seja favor, extorsão ou coerção mediante sequestro, não há títulos ou terras a serem herdados por aqueles fora daquele quarto, comigo incluso nisso… Vocês devem ficar sabendo o porquê disso só nos próximos dias, mas, se alguém fizer algum mal a eles, eu vou descer e arder tudo e todos em dor e miséria, sem piedade ou misericórdia.

    Assombrados e sem entender o motivo de ||A Besta|| ter voltado a mostrar suas presas e garras, e desta vez contra tudo e contra todos, os avós e bisavós de Diana se entreolharam sem compreender nada, enquanto o viam sair da casa. No entanto, nenhum deles ousou levá-lo em ânimo leve, pois tudo nele, desde sua aura e voz, até sua expressão corporal, deixavam bem claro que aquilo não era uma espécie de brincadeira e que ele estava falando muito, muito, muito sério.

    Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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