Índice de Capítulo

    Para encerrar o primeiro dos assuntos que queria tratar com Diana, Alexander começou a explicar como obtinha os pontos de crescimento, além de dar-lhe alguns avisos importantes: — (Primeiro ponto: os pontos de crescimento não surgem do nada. São recompensas por completar certas “missões”, como as da Guilda… O tipo mais recorrente para obtê-los é limpar masmorras “novas”.)

    — (Então é por isso que você sempre procura mais masmorras?) — perguntou Diana.

    — (Sim… Os ganhos são limitados à primeira vez que as limpo) — respondeu o dragonoid. — (É por isso que procuro estar sempre em movimento, em busca de novas masmorras e missões específicas.)

    — (Segundo ponto: mesmo que você se desenvolva bastante dessa forma, esse ganho não é totalmente real. Você terá que praticar muito com o que aprendeu antes de poder usar tudo da melhor maneira possível) — explicou ele, com seriedade redobrada. — (Um exemplo claro dessa diferença avassaladora é a forma como alcancei meu nível atual de |Maestria com Lanças| na final do torneio da academia, mas só tornei esse poder completamente meu na final do Torneio Imperial.)

    — … — suspirou Diana. — (Então a diferença pode chegar a esse nível…)

    — (Sim. E mesmo deixando de lado as particularidades de cada situação, essa diferença se torna ainda mais visível quanto maior for a experiência do adversário ou a letalidade dos golpes) — assegurou Alexander. — (Mas não se preocupe muito. Este é apenas um caso extremo para ilustrar que o método não é onipotente… Também posso ajudá-la a treinar um pouco, se quiser.)

    — (Eu quero) — respondeu Diana, sem hesitação.

    — (Tudo bem. Mas isso terá que esperar) — disse ele. — (Porque mesmo que nosso treinamento não destrua a casa, vai acabar bagunçando a decoração e a área ao redor.)

    — (A segunda coisa sobre a qual preciso falar é sobre o futuro. Só não sei exatamente qual parte…) — explicou Alexander, num tom quase terno. — (Pelo que li e sei, criaturas dracônicas como nós — sim, agora você também pode ser considerada uma; a mudança de {Ki} para {Energia Dracônica} é prova clara disso — têm baixa taxa de reprodução. Mas se continuarmos com a mesma frequência e intensidade desses últimos dias, você pode acabar engravidando a qualquer momento.)

    — (A existência de Dragonewts é a prova viva de que é possível engravidar mesmo comigo nessa forma, quiçá na forma humana. Os Demis são claramente descendentes interespecíficos) — continuou. — (É por isso que gostaria de saber o que você pensa sobre isso.)

    Ao ouvir o segundo tópico, Diana pareceu entristecer; suas orelhas até baixaram.

    — (Você não quer ter um filho comigo?)

    — (Claro que não é isso. Só quero saber como você se sente diante dessa possibilidade) — garantiu Alexander. — (Não posso negar-lhe a chance de opinar sobre isso. Afinal, sempre podemos buscar alternativas para adiar essa possibilidade, caso você não se sinta confortável com ela agora.)

    — (Então você não é contra termos filhos?) — animou-se a demi, com as orelhas voltando a se erguer.

    — (Claro que não) — garantiu o dragonoid, sorrindo para ela. — (Vou amar muito nossas crianças.)

    — (Mas é como disse antes) — ponderou. — (Nossa capacidade de reprodução deve ser muito baixa, especialmente entre nós. Portanto, não se preocupe se demorar para engravidar… Nós sempre podemos continuar tentando até conseguirmos, quando desejarmos explicitamente ter filhos.)

    — (Tudo bem) — disse Diana, compreensiva, mas feliz.

    — (Agora que estamos alinhados e já fizemos quase tudo o que precisávamos, acho que devemos começar a nos preparar para partir) — apontou ele. — (Já ficamos no mesmo lugar por tempo demais.)

    Uma vez acertados, quando terminaram os preparativos para a viagem, os pais de Diana os acompanharam até a Guilda dos Aventureiros — para Alexander pegar as partes das criaturas que deixara para processamento — e depois até um dos portões da cidade.

    Quando o grupo chegou ao portão, Alexander montou em Ocean com Diana e lançou um pequeno saco para o guarda que o ajudara quando machucou os olhos. Por reflexo, o jovem pegou o pacote.

    — Se ficou frustrado com aquele momento e ainda não se resignou ao seu destino, coma a carne que está aí, depois a fruta e, por fim, leia o livro. O que vai conseguir tirar dessa oportunidade depende inteiramente de você e da sua sorte — disse o dragonoid casualmente. — Mas se não deseja essa chance de tentar mudar seu destino, pode dar o que há neste pequeno item de armazenamento para alguém de quem goste e que tenha mais “potencial” que você, ou vendê-los. Em ambos os casos, garanto que não ficará desapontado com o resultado.

    Sem esperar resposta de Dave, Alexander incitou Ocean a avançar e, num piscar de olhos, o atônito jovem guarda foi deixado para trás.

    — O que você deu a ele? — perguntou Diana, após algum tempo.

    — Algumas pedras, um pedaço de carne de terceira evolução, uma fruta de mana e um livro sobre como despertar o {KI} com algumas anotações sobre o conteúdo — respondeu o dragonoid, quase indiferente aos recursos despendidos.

    Mesmo sem se arrepender da escolha, ela o deixara com uma fruta a menos.

    Como já havia desistido de outras por causa de seu plano “maligno” contra os pais de Diana, restava-lhe menos da metade do que tinha inicialmente.

    Seu plano “maligno” nada mais era do que um pouco de psicologia aplicada. Queria aproveitar o fato de os pais dela estarem vulneráveis, passando por uma fase de dupla “perda da filha”.

    Enquanto a filha não apenas partira para longe, mas partira com um homem para constituir família, ele maquiavelicamente pretendia direcioná-los a um certo caminho.


    PDV Dimitri1(Pai de Diana)

    Nota do autor: Quem quiser evitar conteúdos mais eróticos deve pular e ler apenas os dois últimos trechos e as notas. Acho muito informativo ler as notas deste capítulo.

    No instante em que voltaram e entraram em sua nova casa, Dimitri e sua mulher se viram sozinhos e perdidos na imensidão silenciosa do próprio lar.

    Não era como se nunca tivessem estado sozinhos antes — como quando Diana estava na Cidade Gêmea por causa da Academia dos Combates Gêmeos. Mas era a primeira vez que não tinham ideia de quando voltariam a vê-la.

    Com o passar das horas e a chegada da noite, o casal, que tentava se ocupar e se distrair, reuniu-se para comer. Jantaram a carne de terceira evolução, como Alexander recomendara, e ficaram extremamente energizados.

    Após descansarem para digerir a refeição, foram pegar as frutas que lhes haviam deixado. Mas quando olhou o conteúdo dentro do item, a mulher ficou um pouco confusa e o colocou sobre a mesa.

    A princípio, o casal não entendeu por que havia quatro frutas em vez de duas, já que não há muitos benefícios em comer mais frutas do mesmo tipo. Entretanto, não demorou muito para que compreendessem a questão.

    — Bastardo! — explodiu Dimitri. — Ele se atreve a insinuar que deveríamos ter outro filho porque Diana já é dele?

    — Calma, querido — pediu sua mulher.

    — Como vou manter a calma, Ânara? — perguntou Dimitri. — Esse desgraçado levou nossa filha e ainda desdenha de nós.

    Mesmo entendendo a linha de pensamento dele, Ânara resolveu tentar acalmar a situação: — Por mais que eu entenda como você se sente, talvez, e apenas talvez, as coisas não sejam assim. Ele pode ter deixado quatro apenas como garantia de que teremos mais, se precisarmos delas.

    Com a esposa intervindo como voz da razão, o ímpeto de Dimitri diminuiu. Ele realmente começou a se perguntar se as frutas extras não seriam apenas um presente deixado para eles.

    Mal sabiam que as frutas extras eram mesmo parte de um esquema que Alexander montara para fazer uma forte sugestão sobre terem outros filhos.

    O dragonoid sabia que, embora não pareça, o poder da sugestão é gigantesco quando se tem um bom gatilho — e aquelas frutas o eram.

    No entanto, como o casal não sabia disso, e muito menos conhecia o esquema, acabaram comendo as frutas depois de se acalmarem.

    No início, sentiram seus corpos melhorarem um pouco. Mas logo essa sensação começou a se transformar em outra coisa, de forma quase imperceptível.

    Então começaram a se olhar de forma diferente e a enrubescer.

    Basicamente, haviam se autodopado com um forte estimulante afrodisíaco. O plano entrara em ação.

    Por mais que se assemelhasse a Diana e parecesse muito recatada e reservada, Ânara era uma mulher madura e conhecia bem os caminhos da vida — principalmente aqueles que levavam ao seu homem.

    — Você está bem, querido? — perguntou Ânara, prestimosa, aproximando-se de Dimitri sem dar o primeiro avanço direto. — Você parece um pouco vermelh-

    No momento em que chegou perto o suficiente, Dimitri a puxou do chão para os braços e selou os lábios dela com os seus.

    Com o primeiro avanço consumado, perderam completamente as inibições e começaram a correr as mãos no corpo um do outro enquanto se beijavam.

    Quando ambos entraram num ritmo fervilhante, Dimitri segurou firmemente a bunda de Ânara, beijou seu pescoço e começou a atiçá-la, provocando seu rabo.

    Assim que sentiu a mão de Dimitri se aproximar de seu rabo, Ânara enfiou a mão na calça dele. Sabia o que estava por vir.

    Como a demi imaginara, seu corpo estremeceu. Ele tentou ganhar controle sobre ela dominando-a por ali, e ela revidou.

    Contudo, seu contra-ataque foi apenas parcialmente bem-sucedido. Um empate.

    Após um armistício amigável, houve a retomada da disputa entre eles.

    Ânara arrancou as roupas de Dimitri, derramou um pouco do vinho que bebiam após o jantar sobre sua virilha e, sem hesitar, começou a lambê-lo e chupá-lo.

    Sentado numa poltrona confortável e acolchoada, bebendo um bom vinho e com a esposa o chupando com uma desenvoltura raramente vista antes, Dimitri estava próximo do que alguns descrevem como estar no Paraíso na Terra.

    Quando sentiu que seu homem estava prestes a gozar em sua boca, Ânara desceu até a base e o chupou com tanta força que tudo desceu direto por sua garganta, sem sequer tocar a boca.

    Arfando e tendo pequenos espasmos enquanto se recuperava de tal feito, Ânara acabou nos braços de Dimitri até se refazer. Ele a recebeu como rainha e lhe concedeu o direito a um pedido, por fazê-lo sentir-se tão bem.

    Se fosse em outra noite, o pedido de Ânara poderia ter sido outro, poderia gerar algumas reservas ou até ser negado pelo orgulho do marido — mas não naquela noite.

    Naquela noite, Dimitri trocou de lugar com ela, mesmo tendo que se ajoelhar diante dela para isso. Despejou um pouco de vinho em sua boceta e começou a chupá-la com vontade, como se quisesse retribuir todo o desejo dela.

    Dimitri era claramente inexperiente nessa área, mas seu conhecimento prévio das zonas sensíveis da esposa, o clima em que estavam imersos, o vinho que Ânara bebia enchendo a boca como se quisesse lavá-la, o sentimento de realização dela e a novidade daquela sensação fizeram com que ela gozasse mais rápido do que ele.

    Quando os espasmos cessaram, Ânara virou-se na poltrona — certificando-se de empinar bem a bunda enquanto passava o rabo no marido de forma convidativa — e falou com voz manhosa: — Não aguento mais esperar. Sou cadela no cio e preciso do meu macho.

    Louco e absorto no fogo daquele prazer, Dimitri perdeu o controle, e o casal passou quase uma semana sem ser visto por ninguém.

    Os únicos relatos eram de alguns vizinhos próximos que, às vezes, ouviam sons e ruídos vindos da casa.

    Como era de se esperar, o ciclo de Ânara no mês seguinte não veio.

    1. Dimitri é uma variante russa do nome Demétrio, que tem origem no nome grego Demétrios, que significa literalmente “consagrado à Deméter”. O nome Dimitri é associado aos significados ‘filho da Terra’ e ‘aquele que está ligado à Terra’. Outras interpretações menos literais incluem ‘o que traz as provisões’ e ‘o que ama a vida’. ↩︎

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