Capítulo 251 – Aniversário de Diana (Parte I)
Após voltar para a recém-renomeada Cidade das Luzes com Diana e declarar que não havia matado pessoalmente ninguém que não fosse culpado, Alexander foi dormir para se recuperar dos dias em que passou acordado e desapareceu dos olhos do público, não se sabendo se por escolha ou para esperar a poeira baixar. Mas uma coisa era certa: os seus funcionários continuaram a se aproveitar do caos e da fuga em massa de todos os envolvidos em negócios ilícitos para adquirir, em seu nome, partes cada vez maiores da segunda baronia.
Um ponto interessante a ser observado era que a aura sanguínea em torno dele, no momento em que voltou para casa, era tão persistente que não só alertou todos ao redor, deixando-os meio desconfortáveis, como também atraiu a {Abelha Cristal de Sangue Real}, Beel, que começou a rodeá-lo e a se banquetear nela, como se ele fosse uma deliciosa flor aromática para ela.
Bem melhor e disposto na manhã do dia seguinte, Alexander comeu algo com Diana e voltou a se isolar na sua oficina para fazer um trabalho manual muito importante para ele. Mas, como se não pudesse lhe ser permitido ter um segundo de paz, ele teve que parar por volta do meio do dia, pois Terry, que havia mandado alguém para o notificar quando saísse, “não podia” mais esperar.
— O que foi dessa vez? — perguntou Alexander, já meio exasperado.
— Imigrantes — respondeu Terry, sério. — Estamos recebendo um afluxo gigantesco de imigrantes… A situação seria ainda pior se não tivesse ordenado aquela última expansão das vilas/vilarejos em cidades algum tempo atrás.
— É isso? E eu aqui pensando que era outro tipo de questão — sorriu Alexander com consternação. — Isso já era esperado com tanta coisa acontecendo por aqui, e com os nossos vizinhos e adiante sendo tão merdas no que trata-se de gerir e cuidar dos seus habitantes. Até por isso, não me preocupei em realizar a expansão.
— Foi o que presumi — disse Terry. — Contudo, o fluxo é muito grande.
— Receba, realoque e registre aqueles que parecem querer trabalhar, e não estão causando confusão, como for melhor para o nosso desenvolvimento. Afinal, aqueles que querem trabalhar para conseguir uma vida melhor não vão se importar muito de onde ficar, já que tudo por aqui está crescendo — disse Alexander, sem muita preocupação. — Agora, quanto àqueles que querem criar confusão, eu deixo a seu cargo escolher o jeito que achar melhor e mais definitivo de lidar com todos eles…
— Por falar nisso, faça outro documento de empréstimo, agora para a nova baronia, e junte essas 2.000 grandes moedas de Diamante Negro com os fundos positivos da venda das propriedades confiscadas daqueles excrementos de lixo e replique o que estamos fazendo aqui lá, dando preferência ao desenvolvimento com estradas largas, interconectando tudo — acrescentou ele ao se lembrar daquilo, antes de se virar para voltar ao que estava fazendo, deixando uma última coisa. — Aproveite também para se dar um aumento de 10-20% agora que nosso território cresceu, e recrute talentos que se mostrem confiáveis para aumentar seu time.
Suspirando ao notar que já havia começado a entender como seu chefe pensava as questões, Terry liberou o início dos registros. Ele só foi ali para notificar e obter o aval.
Ao sorrir daquilo e jogar essa questão para o fundo de sua mente, frente ao que estava fazendo, Alexander não passou apenas 1 dia inteiro enfurnado na sua oficina, mas sim 2; e parecia satisfeito com seus resultados no último dia antes de dormir.
Eufórico, como se tivesse algum tipo de despertador interno, abrindo os olhos e despertando de uma só vez no meio da noite, ele puxou Diana para si com todo o carinho e leveza que conseguia imprimir e a acordou com um beijo. O dia havia acabado de virar e se tornado 7 do primeiro mês, o aniversário dela.
Com seus braços quase que instintiva e subconscientemente deslizando sobre o corpo dele e se travando em seu pescoço, ela se colocou sobre ele e passou a reter a iniciativa para si. Ela não sabia exatamente quais eram os pensamentos dele para acordá-la daquele jeito, mas era algo que ela sentia que era bom, especialmente por terem passado menos tempo juntos nos últimos dias.
Ao se afastar dele, pressionando-o contra a cama, Diana olhou atentamente ao redor e, pela posição da lua espiando pela fresta da cortina, percebeu que o dia já havia mudado e se tornado seu aniversário. — Garoto mau… Tão voluntarioso, querendo agir cheio de si… Esta mulher mais velha vai lhe ensinar a se comportar.
Não conseguindo evitar de abrir o seu costumeiro sorriso travesso sempre que ela se perdia no personagem, Alexander levantou as sobrancelhas de forma questionadora. Diana queria fazer valer o seu quase 1 ano a mais, quando o curto período de idade igual em dígitos voltou a favorecê-la, mas ambos sabiam que ele era bem mais “pra frente” em termos de atitude.
Sem levar o sorriso dele tão na esportiva, ela materializou e jogou no chão a versão especial de colchão deles, o que ficava com ela, e depois literalmente arremessou o próprio Alexander no colchão e montou nele. Apesar de não demonstrar muito isso no dia a dia, ela tinha uma força física base bem considerável, visto que o denso corpo dele pesava no mínimo 200kg.
A partir dali, o quarto e a casa começaram a esboçar uma leve vibração. Não era uma questão de força… era jeito… intensidade… velocidade de repetição.
A situação foi tão “séria” que ele, que era ele, se sentiu um pouco desconfortável na pelve e quadril quando se levantou pouco antes do sol nascer.
Não tendo tempo a perder, mesmo com a canseira que Diana deu nele, Alexander rapidamente se limpou, começou a preparar vários tipos de massa que precisavam de fermentação para ficarem melhores e, quando o sol nasceu, abriu as portas do pequeno forte deles e começou a fazer várias preparações, como montar tendas. Ele não se importava muito com seu próprio aniversário, mas aquele era o aniversário de Diana, e toda a família próxima dela já havia sido convidada.
— Bem na hora — disse Alexander ao ver Diana, banhada e recomposta. — Ajude-me a construir algumas coisas aqui no pátio central.
Sendo filha de quem era e, obviamente, não tendo medo nenhum de botar a mão na terra ou trabalhar, ela prontamente o ajudou a mudar o terreno da área com sua afinidade mágica. Em alguns minutos, eles transformaram o pátio desocupado do forte familiar deles na sua própria área de eventos, com piscina, piso antiderrapante, escorregadores em caixas de areia e até tobogãs d’água de tamanhos diferentes.
Quando os avós e pais dela começaram a aparecer um a um para ver que comoção era aquela logo cedo, e por que estava tudo aberto, eles se depararam com o casal já fazendo os últimos preparativos, como pôr a mesa de comida, ajustar o fogo da churrasqueira e por aí vai. A situação estava tão animada e o cheiro estava tão bom que os primeiros da fila já até haviam chegado: os grandes familiares deles.
Maravilhados e rapidamente ganhando compreensão de tudo aquilo, os avós dela não puderam deixar de se surpreender com tudo, enquanto os pais de Diana viam aquilo como algo “normal”, vindo de Alexander para a filha deles. Além de ser um combatente, o jovem parecia querer mover céus e terras em todas as áreas por ela.
Ao voltarem correndo para se arrumar às pressas antes que os membros da família deles chegassem, os casais mais velhos logo começaram a retornar já banhados e bem vestidos, enquanto a segunda leva de comida já estava ficando pronta, pois a primeira já havia sido levada pelos primeiros da fila.
Pouco a pouco, bem timidamente, talvez até por conta dos familiares na residência e/ou pelo que Alexander tinha feito recentemente, os membros de ambos os lados da família de Diana começaram a chegar com calma, quem sabe até apenas para não fazer tal desfeita. Porém, as crianças, que estavam alheias às reservas dos adultos, correram, avançando sobre tudo ao verem brinquedos, comida, piscina e grandes animais felpudos e/ou emplumados deitados por ali. Como diz o ditado, filhotes de bezerros não nascem temendo os tigres.
Com aquela reunião familiar de aniversário explodindo em animação quanto mais e mais crianças iam chegando, devido à animação extremamente contagiosa delas, Alexander trouxe mais uma leva de comida, encantando suas bandejas e travessas para que o que estivesse quente permanecesse quente e o que estivesse gelado permanecesse gelado, e abriu outra tenda com um sorriso sugestivo. — Aqueles que desejam apreciar o bom da vida, se aproximem e declarem do que gostam.
Ao ver que os outros pareciam um pouco intimidados para serem os primeiros, os avós de Diana decidiram dar o exemplo e foram os primeiros a declarar quais gostos e sabores gostavam, ao passo que Alexander abriu um grande sorriso e materializou 4 tipos diferentes de copos e várias garrafas sobre a mesa da tenda.
Praticamente fazendo as mãos dançarem pelo ar produzindo gelo de alta qualidade ao combinar e mesclar feitiços, bem como puxando e manipulando um dos seus kits de mixologia que queria usar há muito tempo, ele basicamente criou a ilusão de ter mais mãos ao preparar de forma extremamente rápida e simultânea 4 adaptações dos respectivos drinks: Cinnamon Vodka Mule, Caipiroska, Blackberry Smash e Sexy on the Beach. Todos principalmente à base de vodka.
Essas escolhas não eram exatamente por gosto pessoal, é que ele havia acabado de começar a destilar o grande estoque de bebidas que comprou na Cidade Martelo de Ferro, em vodka rústica, destilando ao menos 5 vezes e filtrando em cada destilação, primeiro em filtro de pedra-sabão com refil de prata, e depois em pedra-porosa com refil de carvão ativado. Não exatamente apenas pela bebida em si, mas também porque, além de ser uma bebida extremamente pura, o que lhe permitiu e iria lhe permitir criar licores afins, ela também servia para produzir infusões, retirar extratos e produzir alquímicos herbais altamente potentes devido a ser pura e neutra…
Satisfeito ao ver a grata surpresa no rosto dos avós de Diana, e os outros babando pelas bebidas, Alexander colocou uma plaquinha de “Fechado” na nova tenda e voltou para cuidar da carne no fogo, estampando um olhar cheio de decepção nos outros pelo que haviam perdido.
Sob marcação cerrada de canto de olho, assim que voltou à tenda de bebidas, ele quase viu gente se estapear e sair na voadora um no outro, porém, dessa vez, ele preparou só 1 drink para a “fila”: Sexy on the Beach (versão mais cítrica) para uma tia. Os outros foram 1 Vodka Grape Fizz para Diana, 1 Moscow Mule tradicional para o pai dela, e 1 Virgin on the Beach (sem álcool) para a mãe dela.
Ressentidos por Alexander estar abertamente se “vingando” deles, mas também querendo provar daquelas bebidas, vários amantes de álcool ficaram rondando a tenda, especialmente ao verem e ouvirem a satisfação dos que já haviam bebido. No entanto, quando o manufatureiro saiu da área da carne, para o azar de muitos dos apreciadores ali, que faltaram literalmente sair no tapa, ele se direcionou à área das crianças, levando bolos, sucos à base de leite e sucos à base de leite congelados que estavam envelopados em panos impermeáveis limpos… Não era que faltasse bebidas tradicionais na festa, era só que a novidade e a exclusividade tinham um apelo tentador muito forte.
Quase não se aguentando mais, os convidados foram apelar junto aos avós de Diana ou à própria Diana para que apelassem junto a Alexander, o que deixou a situação cômica pela repetição sem solução. No entanto, seus apelos valeram a pena, pois, mediante a intervenção dela, ele realmente começou a preparar as bebidas na tenda principal. Afinal, ele sempre pôde fazer 11 coisas diferentes perfeitamente bem, e estava apenas cobrando alguns “juros interpessoais” entre eles.
Mesmo com a animação correndo solta quando o serviço de drinks foi liberado, o auge daquela comemoração ainda estava por vir. Pois, quando Alexander finalmente estava prestes a servir o almoço na mesa, quase simultaneamente, os bisavós vivos de Diana, de todos os lados da família, apareceram.
Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).
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Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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