Índice de Capítulo

    Nota do autor: Salve, gente. Nós estamos de volta \O/

    Meu Notebook está a ponto de explodir, quase em chash e funcionando com uma gambiara, mas estamos de volta.

    Bom capítulo a todos.

    Com as diretrizes e o enfoque estabelecidos, os demais pormenores começaram a ser tratados em sequência, alongando a reunião por várias horas para discutir as nuances e os modos operantes de toda a operação do novo ano.

    Entre os principais pontos definidos, ficou liberada a contratação de mão de obra externa (especialmente mágica) como meio de acelerar a parte bruta da construção da nova cidade.

    Estabeleceu-se também a criação de um fundo, alimentado pelo lucro geral de todos eles, como uma maneira de evitar conflitos internos decorrentes de capitães enriquecendo em ritmos muito diferentes.

    A ideia central era simples: caso todos cumprissem adequadamente suas metas de trabalho (evitando, assim, alegações de corpo mole), 60% do lucro total de todas as áreas seria reunido e redistribuído igualmente.

    Dessa soma, 10% seriam destinados à Primeira Divisão por seus serviços (com exceção da área de Sansy, que ela própria geria e da qual já era dona dos estabelecimentos); 10% iriam para Alexander, como dono de toda a operação, maquinário e meios de produção; e os 20% restantes permaneceriam com cada área para ser divididos entre os membros da sua administração.

    O dragonoid não negou a disparidade entre o quanto cada área poderia arrecadar. Apenas não desejava que a diferença se tornasse excessiva, sobretudo porque, em essência, as áreas seriam interdependentes, formando uma frente única cujo valor coletivo seria ampliado justamente por essa integração.

    A pergunta-chave, direcionada a qualquer um que tivesse uma reclamação, era direta: ainda reclamariam se fossem vocês os alocados na área de menor demanda e valor agregado? Afinal, o projeto mal havia começado, e ele ainda tinha margem para mudar muita coisa; por exemplo, invertendo suas áreas.

    Ao fim da reunião, garantindo um retorno substancial no futuro com sua parte nos dividendos da cota geral de 60%, mais seus 10% sobre todos os serviços, Alexander voltou para casa com Diana. Eles passaram o resto daquele dia e o seguinte juntos, como se quisessem compensar de antemão todo o tempo que ficariam separados.

    Por volta do décimo dia do primeiro mês, quando a situação se estabilizou e começaram a surgir indícios da chegada de “convidados” que não eram bem-vindos, a demi passou sua liderança para sua vice-capitã e, com os preparativos já concluídos, o casal partiu em disparada para a Cidade Gêmea em seus canídeos.

    Quando chegaram à Academia dos Combates Gêmeos e pediram uma audiência com Robert, o diretor não só ficou surpreso ao saber que Diana queria voltar a estudar ali, como também (se ele permitisse) gostaria de frequentar a prática de todas as modalidades durante a semana.

    O arcabouço técnico dela já era tão amplo que ela realmente se beneficiaria em se versar em combate marcial, híbrido, mágico e de suporte.

    Assentindo com extrema favorabilidade pessoal à jovem madrinha de seu filho mais novo, o Duque ficou propenso a aceitar. Mas, como ainda tinha de manter certa formalidade como diretor da instituição, prontamente convocou os alunos mais básicos do terceiro ano de cada modalidade para uma disputa com a jovem.

    Assim que as aulas daquele dia foram interrompidas por comando direto de Robert, e os alunos devidamente selecionados e preparados, Diana subiu na arena já trajada para o embate. Diante dela, um estudante marcial que tinha cerca de vinte centímetros a mais de altura, com músculos ressaltados sob o traje.

    A disputa entre eles, porém, não durou muito.

    Completamente subestimada, a demi desferiu uma investida nele usando |Charge| com seu broquel, usou |Quebra-Guarda| quando eles ficaram escudo a escudo, e, por fim, fez sua [Maça do Resplendor] crescer.

    Ela o mandou voando para fora da arena em pouquíssimos segundos.

    Na vez do representante da modalidade de combate híbrido não foi muito diferente. Seu oponente não teve chance.

    A jovem usou |Grande Escudo| em seu broquel, materializando um grande constructo de luz a partir dele com um raio de mais de 2 metros, encantou e revestiu a sua maça com |Encantar com Luz| e |Imbuir de Luz|, e passou a piscar pela arena enquanto deslizava pelo chão usando |Fluxo Ascendente|.

    Por último, frente à representante da modalidade de combate mágico, seus olhos se iluminaram de poder e a disputa acabou com um simples comando: — Ergam-se.

    Erguendo-se através do seu comando e poder mágico pulsantes, várias camadas de |Barreiras de Pedra|, Golens canídeos e até um |Pseudo-Elemental| de terra na forma de Pequeno Preto (que era muito coisa, menos pequeno) emergiram do chão para lutar ao seu lado.

    Simplesmente não havia como qualquer estudante médio da academia competir com aquele nível de poder.

    Surpresos com tamanha demonstração avassaladora para uma suposta estudante do terceiro ano, até os professores começaram a se perguntar se haveria algum estudante comum nos anos iniciais da Academia de Cavaleiros Imperiais com tamanho poder.

    O Duque Robert foi ainda mais longe em suas conjecturas, pois, traçando bem os paralelos, tinha certeza de que Diana não havia ido com tudo; e também portava a habilidade Asura de multiprocessamento que ele mesmo dera ao noivo dela. Mal sabia ele que, nessa área em específico, a jovem demi já tinha superado o próprio Alexander (e possivelmente qualquer outro no Império), possuindo já a forma evoluída de Asura: a habilidade Bodhisattva.

    Aprovada com louvor para readmissão na Academia dos Combates Gêmeos, a fim de lapidar e refinar tamanha capacidade, potencial e poder bruto, Diana nem precisou fazer qualquer teste de suporte. Além de ser originalmente sua área na academia, ela mesma curou os seus adversários quando necessário.

    Retirando-se sob certos olhares estranhos que pareciam dizer que pássaros da mesma plumagem acabavam voando juntos, o casal dirigiu-se à casa deles na academia (a qual o dragonoid havia obtido por meio de negociações escusas com o diretor na época das presas do Fimbulwinter), enquanto mesmo aqueles que viam a demi como nada de mais na época do seu primeiro ano ali tinham de dar seu braço a torcer.

    Agradavelmente surpresos e bem animados com a volta de Diana para a academia, Mark e Stella os acompanharam até a casa deles para conversar.

    O jovem mamute dos IronShield era o que parecia mais animado, pois, após Gwyneth concluir o seu terceiro ano na academia e se formar, ele tinha uma pessoa a menos para conversar de verdade. Felizmente para ele, a sua namorada decidiu não tentar entrar na Academia de Cavaleiros Imperiais diretamente e usar aquele ano para encaminhar o noivado deles; que, sob o conselho de Alexander, passou a ser apoiado pelo grande ancião da família, reduzindo muito a pressão familiar sobre ele.

    Depois de um bom tempo de conversa, após Mark ter se retirado primeiro por notar que o casal queria tratar algo em particular com Stella, o dragonoid vistoriou a área de todas as formas possíveis e disse:

    — Tal qual o outro assunto, o que vamos lhe mostrar agora fica entre nós. Até porque, no momento, só nós sabemos; e se vazar, vai ficar meio óbvio qual foi a fonte.

    Com a jovem azurre rapidamente ficando séria e assentindo, ele os conduziu para um dos quartos, levantou a cama e gesticulou para Diana.

    Sob a deixa dele, a demi ativou o Segredo do Vasto Mar da runa em sua mão e abriu o portal para o “espaço de bolso” dela, bem rente ao chão, abaixo de onde ficava a cama.

    — Pode entrar. É seguro, e nós vamos logo atrás de você.

    Deslumbrada ao ver um portal em tons de azul se formar diante dela (oscilando entre o tangível e o ilusório, emergindo como a imagem de um véu de água sendo partido ao meio), Stella precisou de alguns instantes para processar toda a magnitude daquilo e pular no portal, sendo seguida de perto pelo casal; com a grande cama sendo solta e posicionada no último momento para cobrir e esconder o próprio portal.

    Pousando um tanto quanto de mau jeito dentro do espaço de bolso pela inversão das direções (ela entrara com um pequeno pulinho), a jovem azurre facilmente se reequilibrou com seu poder mágico e se maravilhou com a visão. O espaço de bolso de Diana (quase etéreo, mas palpável), que começara como uma área vazia de trinta metros de comprimento por trinta de largura por quinze de altura, havia sido transformado.

    O casal já havia preenchido o chão com uma camada de pelo menos dois metros e meio de terra batida e até meio metro de pavimento, dividindo a área entre a casa deles, os armazéns de maturação, uma pequena oficina e as zonas de plantações e cultivos especiais; tinham até uns laguinhos de água pura, cheios de pedras de mana, como reservatórios.

    O destaque absoluto da primeira vista, no entanto, ainda eram as paredes quase translúcidas, que refletiam o fundo do mar nas laterais, e um céu que contrastava um sol suave com um conjunto muito específico de estrelas.

    — Eu sei que o espaço em si não pode ser considerado muito grande, especialmente pela área já alocada, mas é extremamente privativo — explicou a demi para Stella com uma voz serena, mas claramente feliz e orgulhosa do espaço que o casal montou no presente que recebera do seu noivo. — Aqui nós podemos fazer o que quisermos sem sermos descobertos; não precisando nos preocupar em alguém descobrir nossa sincronização mágica como se estivéssemos treinando lá fora.

    Finalmente entendendo a razão de eles lhe mostrarem aquele recurso tão privado, a jovem Azurre não pôde deixar de se animar e ficar ansiosa para começar. Não só pelo recurso em si e pela ótima parceira de treino mágico que estava recebendo, mas também pela confiança que o casal depositou nela ao lhe revelar e permitir que desfrutasse de tal recurso.

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