Índice de Capítulo

    Nota do autor: Boa noite a todos. Como não somos mais a VulcanNovel, não há mais boas práticas e ações/eventos em dezembro… Brincadeira, brincadeira. Como este ano foi um pouco esticado e ainda está difícil, farei apenas 2 eventos do ano passado: completar a meta lá embaixo, tendo publicado o capítulo extra às 19h59; e lançarei um capítulo a cada hora no dia de Natal, às 20h, 21h, 22h e 23h.

    Bom capítulo a todos.

    Não tendo muito a ver com as disputas e problemas internos da família IronShield, Alexander seguiu seu caminho e começou a voltar para sua casa enquanto coletava o que as pessoas lhe pediram antes de partir. E, para a surpresa de muitos, uma dessas “coisas” era uma mulher que, por falta de outro meio prático, foi carregada por ele.

    Surpresa com a velocidade de voo dele, mesmo enquanto carregava ela, Gwyneth pisou no chão com um pouco de tontura, especialmente porque Alexander não sabia muito bem como carregá-la por tanto tempo. Ele só estava acostumado a carregar Diana em viagens assim, a quem segurava com uma pegada muito mais íntima.

    Entregando-a a Mark, que havia pedido que ele passasse pela Cidade Gêmea para buscá-la e levá-la até lá, Alexander despachou as coisas que as outras pessoas lhe pediram, anunciou que leiloaria o que restava de seus tônicos em 3 dias e abduziu Diana para que ela pudesse se esconder com ele em uma de suas muitas casas. Ele não queria mais encontrar seus funcionários como havia dito que faria e só queria passar algum tempo descansando com sua pequena luz…

    Dormindo pacificamente até então ao lado dela, Alexander acordou abruptamente ao sentir alguém invadindo sua casa. No entanto, uma vez que a raiva e a surpresa passaram, ele facilmente percebeu quem era, especialmente porque a outra parte nem tentou se ocultar.

    — Bata em quem você achar necessário, mas, por favor, não volte mais até amanhã, Sansy — disse Alexander exasperadamente enquanto puxava o cobertor sobre Diana.

    — Já é meio-dia. Você já dormiu o suficiente… Ainda mais porque eu estou há 3 dias fazendo algo que era para ser por apenas 2 dias — respondeu Sansy, parecendo não se importar muito com o que ele tinha dito ou com o quão nu ele estava, enquanto entrava no quarto. — Oi, docinho… Eu sei que é você aí e que você está acordada.

    — Oi — respondeu Diana debaixo do cobertor, não mais alto que um sussurro.

    — Não a force, Sansy — interveio Alexander. — Ela vai estar pronta para falar com você quando ELA se sentir pronta para isso.

    Sorrindo como se estivesse se divertindo com aquilo, a Demi ficou surpresa quando Diana lentamente colocou a cabeça para fora do cobertor, revelando sua pele nua até o peito. Mesmo Alexander ficou surpreso com tal atitude desinibida dela.

    Com um sorriso ainda mais largo, Sansy “devorou” ​​Diana de cima a baixo com os olhos. — Agora eu sei por que ele estava tão selvagem naquele dia.

    — Chega — cortou Alexander. — Leve o que precisa ser resolvido para a mansão do senhor da cidade… Eu não devo demorar a aparecer.

    — Certo — respondeu a Demi felina, ainda com os olhos em Diana, parecendo um pouco inconformada.

    Assim que Sansy saiu da casa, Alexander abraçou Diana contra seu peito e voltou a se deitar, como se nada tivesse acontecido. Mas antes que pudesse ter qualquer descanso, como se estivesse sendo atormentado por um encosto, a voz “sorridente” da Demi soou no quarto: — Eu ainda estou aqui…

    Amaldiçoando o bendito neurônio que lhe deu a ideia de contratar aquela mulher, Alexander, um tanto infeliz, levantou-se relutantemente enquanto Diana também se levantou para acompanhá-lo e impedi-lo de perder a paciência.

    Verdade seja dita, Alexander normalmente não precisava de tanto sono, com seu descanso do meio da manhã ao meio do dia sendo mais do que suficiente para se recuperar. No entanto, ele realmente gostava de se aconchegar e relaxar com Diana, pois, mesmo sem fazerem nada, ela parecia apaziguar completamente seu ser.

    “Feliz como nunca”, Alexander se vestiu e foi até a mansão do lorde da cidade para resolver o que tinha que fazer lá, para poder terminar praticamente tudo o que ainda tinha que fazer e deixar Terry cuidar do resto dos negócios de uma vez.

    — Aqui estão as pessoas que o senhor deixou sob minha responsabilidade há alguns dias — disse Sansy, que tinha ido à frente para guiar os escravos, apresentando-os em melhores condições do que quando os recebeu, embora alguns ainda tivessem bandagens e outros cuidados para ferimentos, antigos e novos.

    Ao ouvir aquela conversa e ver um número tão grande de escravos, o rosto de Diana imediatamente ficou estranho e ela se virou para Alexander.

    — Como podem ver, devido à sua personalidade, minha mulher parece simpatizar e se importar muito com suas condições. Então, se algum de vocês tentar usar isso contra ela, ou ela contra mim, acreditem, as coisas não acabarão bem para todos os envolvidos — disse Alexander muito sério para os escravos enquanto apontava para Diana. — Quanto ao que devem estar curiosos, seu destino, será decidido hoje.

    Surpresos e assustados com aquela maneira direta e imponente de falar, a maioria dos escravos optou por se afastar, enquanto os mais destemidos ou estúpidos pareciam ser instigados.

    — Já que tenho acesso aos seus registros, sei que nenhum de vocês aqui cometeu qualquer crime contra um nobre que tem condições de vir me incomodar, então podem se considerar sortudos por isso — comentou Alexander enquanto pensava em quais palavras usar. — Dito isso, darei a vocês duas escolhas: Ser vendido para outra pessoa, ou comprar a sua liberdade trabalhando para mim até que eu receba seu valor de mercado.

    Ainda mais surpresos com aquelas palavras, todos ali, exceto Diana, olharam para Alexander ainda mais estranhamente. Ele estava realmente disposto a libertar seus escravos assim? “Do nada”?

    — Não fiquem surpresos ou felizes ainda. Eu não sou Diana. Obviamente haverá vários fardos sobre aqueles que escolherem tentar comprar sua liberdade — alertou Alexander mortalmente frio. — Lembrem-se, todos vocês, eu sei as circunstâncias que levaram cada um de vocês a ser feito escravo, então será bem fácil monitorá-los.

    Desconsiderando totalmente o aviso, todos os escravos que ele havia comprado começaram a cair de joelhos, um por um, implorando pela chance de tentar comprar sua liberdade. Independentemente da situação, na esmagadora maioria dos casos, o maior desejo de qualquer ser cujo corpo foi escravizado é a liberdade.

    Nada surpreso com a cena, Alexander mandou eles se levantarem, pois ainda tinham que “assinar” os papéis contraindo o “empréstimo” para comprarem as suas liberdades, enquanto explicava as limitações a que todos estariam sujeitos:

    * Qualquer valor referente ao empréstimo apenas poderá ser pago com dinheiro de trabalho que pudesse ser legitimado, ignorando qualquer valor de terceiros, apostas ou ganhos de natureza desconhecida.

    * Quem desejar pode fazer outros tipos de trabalho em seu tempo livre para ganhar mais dinheiro ou pagar suas dívidas mais rápido, mas esses trabalhos nunca poderão substituir ou interferir no trabalho que eles têm que fazer para ele.

    * Exceto pelo primeiro mês, em que ele lhes daria os meios para sobreviver, todos teriam que encontrar uma maneira de viver com o dinheiro que receberiam pelo seu trabalho, após o desconto do valor fixo para quitar sua dívida.

    * Até que o contrato fosse quitado, o direito deles de tomar qualquer empréstimo, seja pessoal ou com companhias, ficava suspenso. Logo, se um jogador compulsivo apostasse todo seu dinheiro, estaria se condenando à fome.

    * Qualquer tentativa de deixar a baronia sem uma ordem ou autorização expressa seria vista como uma tentativa de fuga e a pessoa invariavelmente sofreria todas as punições devidas a tal ato.

    * E como estavam sob seu comando, e era a sua imagem que eles iriam manchar se fizessem algo errado, qualquer transgressão seria punida pelo menos 10 vezes mais severamente do que qualquer lei previa.

    Atordoados ao saber que a maior parte da sua liberdade seria restabelecida quase imediatamente, e com as cláusulas, que pareciam basicamente alertá-los e declarar o óbvio, os escravos, ou melhor, ex-escravos, ficaram surpresos quando Alexander pessoalmente abriu a restrição de cada indivíduo quando eles assinaram os papéis que ele havia ordenado que Terry preparasse.

    — Agora que tudo está dito e feito, pensem bem antes de fazer qualquer besteira, porque além de ser versado em me locomover pela grande Floresta Estelar, também consigo atravessar o Império inteiro de uma ponta a outra em uma média de 2 a 3 dias — disse Alexander, bem sério, quando destravou a restrição do último escravo, porque se algo acontecesse ele não apareceria para conversar. — Portanto, vocês só precisam obedecer Sansy e Terry e eles vão analisar suas habilidades e o que vocês sabem fazer para lhes atribuir um trabalho condizente.

    Revigorado por ter funcionários a quem delegar essas tarefas chatas e burocráticas, Alexander, sem nenhum remorso, deixou a mansão do lorde com Diana enquanto examinava uma das restrições pretas que ainda mantinha na mão, feliz por o modelo usado naqueles escravos ser um dos mais simples.

    — Eu não sabia que você sabia como destravar essas coisas — comentou Diana ao lado com uma certa repulsa pelas restrições.

    — (A confusão que aconteceu no mercado de escravos antes de tentarmos escapar foi eu invadindo para roubar todos os modelos de restrição que pudesse encontrar para poder estudar como abri-las) — contou Alexander, mentalmente. — (E mesmo assim, só consegui abri-las porque me tornei dono deles e este é um dos modelos básicos… Estou longe de ser considerado proficiente, principalmente por ainda ser iniciante no estudo de encantamentos, forja e matrizes. Mas as estudava, mesmo que mentalmente, sempre que tinha tempo livre.)

    — (Apesar das regras que restringem seu uso e quem pode usá-las, assim como sua comercialização, uma vez preparadas, colocar essas coisas para escravizar alguém fraco é relativamente fácil… Mas é surpreendentemente difícil tirá-las, com muitos donos e comerciantes de escravos não tendo ideia de como fazer isso) — continuou ele, sombriamente. — (Agora se eu já acho a escravização de um ser assim aversiva, imagine o tamanho da minha aversão à ideia de alguém colocar uma dessas em mim ou em alguém que eu gosto… É por isso que estou estudando e pensando em como abri-las sempre que tenho um tempo livre.)

    — (Já que é assim, não é melhor quebrar de uma vez?) — perguntou Diana.

    — (Não conheço todos os modelos, mas todos os que conheci têm encantamentos, especialmente do elemento Trevas, para alertar os donos e desencorajar os escravos de tais ideias, enfraquecendo-os) — explicou Alexander ao torcer a restrição em sua mão e jogá-la para cima. — (Sem mencionar que as restrições também parecem vir com um mecanismo que ataca o escravizado se a sua estrutura for forçada, violada ou mesmo destruída.)

    Sentindo e vendo a mana de trevas, que oscilava entre os Tier I e II, sendo liberado daquela restrição em resposta às ações dele, o rosto de Diana escureceu ainda mais.

    — Por mais que eu entenda e compartilhe parte da sua aversão, é bom que você entenda que há casos e casos — disse Alexander, falando normalmente novamente, mas surpreendentemente tocando em um assunto delicado com tanta crueldade mesmo a ouvinte sendo Diana. — Embora eu saiba que a maioria dos casos de escravização são para lá de injustos, e muitas vezes forçados por escolhas e atitudes mesquinhas, há casos em que até mesmo a escravidão me parece pouco para certas pessoas, pois somente a morte seria rápida e fácil demais.

    Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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