Capítulo 093 – Voltando para a Cidade Gêmea
Assim que a família de Diana terminou suas orações, Alexander retirou a fôrma de cerâmica de cima da travessa, revelando um belo e apetitoso pão assado.
Imaginando quanto tempo Alexander gastou para fazer um guisado como aquele e tantos tipos diferentes de pães, a mãe de Diana não pôde deixar de olhar para ele e começar a reavaliá-lo.
— Não sabia que você cozinhava tão bem — disse a mãe de Diana, claramente falando para Alexander, mas com os olhos voltados para a filha.
— Estas são só as lembranças da vida que eu tinha antes de começar a lutar para sobreviver — respondeu Alexander num tom de voz sem qualquer animação, o que acabou com qualquer possibilidade de a conversa ir nesse sentido.
— Entendo — disse a mãe de Diana um tanto sem jeito, que fuzilou a filha com seu olhar. — E me desculpe. Você acabou fazendo a nossa refeição sozinho.
— Não se preocupe — respondeu Alexander com um tom levemente animado. — Fazer esta refeição rendeu bons frutos.
As pessoas na mesa pensaram que ele estava falando sobre comida, mas a verdade era que estava se referindo a ter maximizado |Culinária|. Aquela refeição foi o impulso final que sua proficiência precisava para aumentar.
— Podem comer de tudo sem restrições — avisou Alexander. — O caldo só está turvo por causa da quantidade de temperos que usei para enriquecer o sabor.
A mãe de Diana assentiu e começou a servir a todos. Mas quando chegou a vez de Alexander, ele interveio: — Só caldo e legumes para mim, por favor.
Assim que recebeu sua porção, ele retirou outro pão assado, “sabe-se lá de onde”, e começou a comê-lo com seu caldo. Mas ao notar os olhares curiosos da família de Diana, ele deu a eles alguns pedaços do novo pão. — Ele é quase igual ao pão assado na mesa, só que mais duro… Eu queria algo com mais textura para comer no lugar da carne.
Mesmo sabendo que aquele pão era só um substituto da carne, a família decidiu experimentá-lo.
O resultado foi que os pães e os vegetais acabaram rapidamente. Já o ensopado sobrou, pois a energia contida nele dificultava sua metabolização.
Assim, ao viver alguns dias tranquilos na casa dos pais de Diana, Alexander se recuperou. Nesse período, ele desmantelou a maioria das criaturas que havia guardado durante os meses de viagem com Diana.
Com todos os demais também preparados para a viagem, foi decidido que eles iriam para a Cidade Gêmea na manhã seguinte.
Na manhã seguinte, todos se levantaram, comeram uma refeição farta e começaram os preparativos finais.
Aproveitando esse período após a refeição, Alexander foi até a guilda dos aventureiros para receber a recompensa que havia negociado com o líder da Guilda há algum tempo.
Como não lhe faltava dinheiro, ele pediu como recompensa uma coleção de livros sobre familiares e algumas habilidades relacionadas.
A coleção que recebeu não deixou nada a desejar. Ela simplesmente tinha de tudo, desde como domesticá-los até técnicas e habilidades específicas.
Ao terminar os seus negócios com a Guilda, ele foi direto para a loja local da Lua Negra e vendeu todas as criaturas que tinha, exceto a carne, e tudo o que pensou que não precisaria mais. O que o assustou foi que a Lua Negra realmente comprou tudo o que ele queria vender por um preço justo, como se não tivesse limite de demanda ou riqueza.
Ao resolver tudo o que tinha que fazer, ele se encontrou com a família de Diana.
Eles estavam se despedindo dos seus conhecidos, antes de juntos seguirem para o portão leste da cidade.
Ao sair da cidade, Alexander colocou Diana e sua família montados em Ocean, para que a viagem fosse muito mais rápida, e seguiu correndo ao lado deles.
A princípio, os pais de Diana tentaram veementemente recusar essa ideia. Eles não queriam que ele fosse correndo só para eles irem montados na loba dele.
No entanto, Alexander rapidamente os convenceu ao explicar que correr naquela velocidade era quase que um treinamento para ele e que, caso contrário, eles poderiam nem chegar a tempo para o Torneio.
Como a viagem de volta não teve desvios ou paradas excessivas, ela foi perfeita para ele praticar |Correr|.
Graças à sua alta capacidade de recuperação e resistência, ele conseguia correr por longos períodos sem grandes desgastes. Isso, é claro, desde que sua velocidade não ultrapassasse a própria capacidade pulmonar.
Ao sentir que ainda poderia praticar mais, Alexander usou a habilidade |Asura| e começou a praticar com sua lança enquanto usava |Varrer| para disparar vários cortes de energia para o céu até começar a ficar cansado.
Diana, por sua vez, aproveitou a viagem para alternar entre a leitura do livro que Alexander lhe deu sobre formar um vínculo com uma criatura e ajudar seus pais a despertarem seu Ki, o que significa ensiná-los a controlar a própria energia.
Sob a tutela da filha, os pais de Diana ficaram praticando durante os dias de viagem. A mãe dela demonstrou uma boa capacidade de compreender o conteúdo do livro a partir do que ela lhe transmitiu, mas foi o pai dela quem primeiro conseguiu sentir o fluxo da sua energia.
Ambos tinham seus pontos fortes e fracos, algo natural para pessoas humildes que começaram a praticar adultos e em idade avançada, mas o consenso entre eles era que só faziam isso para ganhar mais qualidade de vida com a filha e não para ter uma vitalidade como a de Alexander, que era praticamente um monstro em quantidade e densidade de energia.
Após passar alguns dias correndo em velocidade suportável, o grupo conseguiu chegar à Cidade Gêmea, 2 dias antes do Torneio Imperial. Nesse ínterim de meio tempo, Alexander conseguiu maximizar as suas habilidades |Correr| e |Varrer|; Diana conseguiu terminar de ler seu livro; e os pais dela começaram a sentir sua própria energia, embora ainda não passasse de uma sensação muito vaga.
Ao usar o brasão que Lucas lhe deu para evitar as enormes filas nos portões da cidade, Alexander e seu grupo conseguiram entrar rapidamente na cidade. Mas ao entrarem, eles a encontraram completamente lotada e mais movimentada do que esteve em muitos anos.
Olhando as ruas cheias de tanta alegria e emoção, qualquer um podia dizer que aquele seria o grande evento da cidade em todos os sentidos possíveis.
Desde os combates nas arenas até as diversas atrações, tudo ocorria de forma animada, visando lucrar com a movimentação do Torneio Imperial. A cidade estava, portanto, em clima de festa.
Ao perceber que Alexander não estava os levando direto para a academia, Diana o chamou: — Alexander, para onde nós estamos indo?
— O destino continua o mesmo — assegurou Alexander. — Só estou fazendo um pequeno desvio para passar primeiro pela área comercial.
— Por que? — perguntou Diana, confusa. — Precisamos de alguma coisa?
— Não é isso — respondeu Alexander. — É porque a maior casa de apostas da cidade está lá, e eu quero ver quanto estão pagando pela minha vitória.
— Então nós iremos com você — disse Diana.
— Mas não apostem em mim — respondeu Alexander, olhando principalmente para Diana. — Obviamente eu pretendo vencer, mas nem eu sei se conseguirei, pois este evento terá vários “monstros” de todos os cantos do Império prontos para devorar uns aos outros em busca da vitória.
Assim que chegou na casa de apostas, Alexander deixou Ocean na porta e teve que se separar dos outros por questões de confidencialidade e outras regras.
Ao procurar seu nome na grande tela de apostas do Torneio Imperial, Alexander descobriu que a banca estava pagando 250:1 nele como vencedor do torneio. E isso porque ele ainda tinha cotação, já que alguns dos competidores nem eram uma aposta viável, pois a banca sequer iria especular sobre tais probabilidades.
— Boa tarde, senhor. Qual aposta o senhor gostaria de fazer hoje? — perguntou a atendente assim que Alexander chegou ao balcão.
— Tudo em Alexander Ocean para o vencedor do Torneio Imperial — respondeu Alexander ao colocar, literalmente, todo o seu dinheiro no balcão.
Ele mesmo não sabia exatamente quanto tinha, muito menos se dignou a contar tantas moedas diferentes, mas sabia que a soma total girava em torno de pouco menos de 24 grandes moedas de diamante negro.
— … — Atendente. — O senhor poderia confirmar sua aposta, por favor?
— Tudo em Alexander, para o vencedor do Torneio Imperial deste ano — repetiu Alexander sem qualquer hesitação.
— … — Atendente.
A balconista não ficou surpresa ao vê-lo confirmar a sua aposta, ela ficou assustada.
Ainda assim, era esse o seu trabalho. Ela seguiu o protocolo, registrou a aposta e notificou seus superiores assim que pôde.
Após eles assinarem uma promissória dupla como garantia da aposta, uma para a casa de apostas e outra para o apostador, Alexander voltou ao saguão da casa de apostas para se encontrar com a família de Diana. Mas no momento em que se reuniram e saíram da casa de apostas, ele viu que a tela de probabilidades do Torneio Imperial havia mudado, seu nome não estava mais lá.
Deixando esse assunto de lado, Alexander simplesmente foi para a academia, onde havia restrições à entrada de pessoas. Mas, assim como aconteceu no portão da cidade, as portas se abriram assim que ele mostrou suas valiosas “referências”.
— Talvez eu devesse mandar falsificar um desses para quando precisar devolver esse — brincou Alexander internamente ao ver o quão útil aquele brasão era.
De volta à sua casa, Alexander mostrou o local aos pais de Diana, tranquilo por não precisar se preocupar com o dinheiro que apostara.
Sem dívidas e podendo ganhar mais como aventureiro, acomodou-se no confortável sofá da sala e adormeceu despreocupadamente.
— Desculpe pelo inconveniente de ficar no seu quarto — disse a mãe de Diana.
— Já disse para não se preocuparem — respondeu Alexander. — Os aventureiros estão acostumados a dormir no chão se necessário, muito menos em um sofá.
— Então só posso lhe agradecer novamente — sorriu a mãe de Diana.
— Não é necessário — disse Alexander. — Vocês me receberam tão bem na casa de vocês… Isso é o mínimo que eu posso fazer. Sintam-se em casa.
Não tendo muito o que fazer e se recuperando extremamente rápido, Alexander passou os dias restantes antes do torneio só descansando, andando pela cidade e ajudando os pais de Diana a despertarem o Ki.
Quando chegou o dia do Torneio Imperial, todos acordaram cedo, se prepararam e foram para o torneio, que seria sediado na principal arena da academia.
Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 10,00 R$).
Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.
Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

Regras dos Comentários:
Para receber notificações por e-mail quando seu comentário for respondido, ative o sininho ao lado do botão de Publicar Comentário.