Capítulo 263 – Politicagem, Família e Acordos comerciais
Ao sentir que não era o mais indicado para estar por ali quando a politicagem de uns e outros começou a aparecer, Alexander pediu licença a Diana e saiu. Ficar ali por mais tempo apenas aumentaria seu incômodo e a vontade de agir diante da espécie de malícia não hostil que permeava essas politicagens tão vazias.
Não tendo muito o que fazer naquela baronia intermediária, pouco movimentada, e não podendo ir muito longe sem sua família, ele ponderou um pouco e decidiu ir promover uma limpa nos insumos e matérias-primas de mais um mercado. Mas, para a sua surpresa, duas novidades simultâneas que corriam soltas pelo mercado chamaram muito a sua atenção.
— Ei, você ouviu? Dizem que um novo veio de minério e uma masmorra avançada foram encontrados e anunciados pela família do Barão — comentou alguém no mercado com um colega.
— Tem certeza? — indagou o amigo, surpreso. — Eu não sei quanto a masmorra, mas uma nova mina com certeza é uma boa notícia.
— Sim. Tenho certeza — garantiu o colega com entusiasmo. — Meu primo serve à família do Barão, e eles estavam todos felizes que elas foram encontradas do nosso lado da divisória com as baronias daquele maluco… Se estivessem um pouco mais para frente, talvez houvesse algum jogo de força por elas.
Abrindo um sorriso quase diabolicamente perverso ao ouvir aquelas informações, Alexander fez a limpa nos mercados locais e levantou voo. Achar locais assim não seria um problema, já que ele sabia a direção aproximada, afinal, eles precisavam manter guardas em suas entradas, dando bandeira, para monitorá-los.
Sem tempo a perder, e precisando de pontos de crescimento no momento para testar a habilidade que obteve com a tradução dos tabloides de pedra, Alexander ativou |Natureza Selvagem| assim que saiu da cidade; entrou escondido, facilmente, na masmorra usando |Esgueirar-se| e a limpou antes mesmo de qualquer grupo de limpeza da baronia, conseguindo uma boa quantidade de XP no processo. Ele só não arrancou o núcleo dela, pois isso causaria vários problemas para aquela área, levantando suspeitas sobre como tal masmorra “morreu”…
Após ponderar por um momento e decidir aproveitar mais a viagem, já que estava por ali e a masmorra em si não havia sido difícil, ele deu uma passadinha na mina também.
Respirando fundo, acalmando a mente e se preparando da melhor forma possível, Alexander decidiu fazer algo que já não tentava há muito tempo. De certa forma, aproveitando que estava no seu “modo selvagem”, ele modulou e canalizou um pouco de energia espacial em seus olhos momentaneamente.
Muito mais preparado e informado do que da última vez, desta vez não houve a ousadia de deixar tal energia nos seus olhos por tanto tempo, retirando-a o mais rápido possível assim que viu o que queria. Ainda assim, mesmo estando mais forte do que da última vez, seus olhos ainda ficaram bem ardidos e vermelhos depois que ele terminou o que queria.
Satisfeito com o que havia visto e não tendo mais nada para fazer por ali, Alexander foi para onde estava a sua família, usando Diana como guia, e retomou o lado dela como se nada tivesse acontecido até as “solenidades sociais” acabarem.
Assim que as conversações deram uma pausa, ele, ainda com Diana ao seu lado, puxou a bisavó dela de lado, estabeleceu uma barreira sonora e foi direto ao ponto, olhando no fundo dos olhos dela: — Seja bem sincera comigo, ou, no mínimo, com Diana, que é da sua família… A senhora tem algo que seja impeditivo para negociar e trabalhar com o Barão daqui?
Instigada e afiando os olhos para aquela colocação, a velha mulher o avaliou por um bom tempo enquanto pensava, antes de finalmente responder: — Não. Nada totalmente impeditivo… Por que essa pergunta agora?
— Ouvi alguém comentar sobre algo que me pareceu uma boa oportunidade de negócios enquanto estava no mercado, e pensei que isso poderia ser bem lucrativo se feito da forma certa — explicou Alexander, impassível. — Mas não é como se ela valesse tanto assim para eu tentar prosseguir com ela de forma tão branda, se for contra alguma questão pessoal sua.
— Entendo… Pelo jeito que coloca, você deve estar falando da mina que foi recém encontrada, não é? — ponderou a mulher com astúcia. — Se for isso, eu realmente não me importo. Ainda mais porque você não me parece ser alguém que entra em algo para não obter resultado… Até me estranha que ainda não tenha alongado ainda mais as ramificações da minha família.
— Bisa — reclamou Diana, mesmo que bem baixinho, corando furiosamente.
— Não tenha dúvida. Estou empenhado com afinco nessa área também — garantiu ele, sem qualquer constrangimento. — Porém minha linhagem não ajuda.
— … — Diana, extremamente corada.
— Mas, voltando à mina, a senhora teria interesse? — sondou Alexander, quase que desinteressadamente. — Se as coisas saírem como eu quero, ela vai dar lucro de qualquer jeito, logo não me importo de dividir isso com sua família, colocando-a para gerenciá-la, se tudo der certo… A matéria-prima dela já será muito mais útil para mim do que o lucro em si.
— Por que isso agora? — estranhou a senhora, surpresa. — Até onde eu sei, você nunca teve a mínima propensão em auxiliar meu filho nesse ponto, apesar dele ser claramente mais “entusiasmado” nesse sentido do que eu.
— É justamente por causa disso — explicou Alexander, calmamente. — Com seu perdão, pois ele ainda é o seu filho, mas eu não gosto desse lado dele… Dinheiro, poder e influência são apenas meios. Úteis, sim, mas jamais o objetivo final… Por mais louco que eu pareça, eu entendo isso. No entanto, ele não me parece entender isso muito bem.
— Já que é assim, você pode fazer os arranjos… Na minha família não falta gente trabalhadora — assentiu a velha senhora, antes de se virar para Diana. — Vamos, criança. Eu tenho que lhe ensinar algumas coisas… Afinal, esse garoto não parece assim tão ruim para você deixá-lo escapar.
— … — Alexander.
— … — Diana.
Ao ponderar rapidamente que não deveria se meter NAQUELE assunto de família, Alexander deixou Diana com a bisavó dela e seguiu em uma direção oposta. Além de assuntos de mulheres serem assuntos de mulheres, ele ainda poderia receber alguns bons benefícios ao final disso tudo…
Não tendo mais impedimentos para os seus planos, Alexander localizou Dimitri e o levou consigo para encontrar o Barão daquela região, enquanto o mesmo ainda estava por ali. Ele poderia negociar, subornar ou seja lá o que mais fosse necessário, mas um acordo assinado por ambos os barões teria muito mais peso.
Instados a avançarem sem qualquer impedimento até a sala de negócios onde o Barão estava localizado, uma vez que foram anunciados, Alexander e Dimitri se sentaram frente a frente com um homem de meia-idade, que estava todo sorrisos com a vinda deles. — Que prazer enorme vê-los vindo até mim… Em que posso ajudá-los hoje?
— Se me permite a palavra, já que tudo partiu de uma ideia minha, serei direto quanto ao motivo de nossa vinda à sua presença: para ser sincero, há muito já se ponderava que precisaríamos estabelecer mais relações regionais com as baronias vizinhas, não necessariamente com o senhor. Mas hoje mais cedo, acredite ou não, por coincidência, ouvi sobre algo em que poderíamos colaborar, enquanto andava pelo mercado fazendo algumas compras — introduziu-se Alexander com a polidez adequada a um nobre. Afinal, ali não era mais o território dele para simplesmente sair comandando os outros ou forçando-os à sua vontade.
— Você está falando sobre a mina que foi recém-descoberta, não é?… As notícias correm rápido mesmo — sorriu o Barão daquelas terras, claramente feliz, de forma bem pouco analítica. — Realmente, acabamos tendo alguma sorte e foi possível encontrar uma nova mina. Mas como vocês propõem que colaboremos?
— Minha ideia é direta e única, mas com múltiplas opções para o senhor escolher a que mais lhe agradar — disse Alexander, quase conspirativamente, ao empilhar, respectivamente, 100, 250 e 500 grandes moedas de Diamante Negro, colocando ao lado das últimas um documento enrolado. — Trata-se de uma proposta de colaboração na compra e venda dos minérios. Funciona assim:
• Se o senhor aceitar me conceder uma preferência de compra: acertaremos um preço fixo para cada tipo de minério possível; farei uma compra antecipada de 100 grandes moedas de Diamante Negro, paga antes mesmo de qualquer extração; e pagarei o valor acordado por qualquer minério que venha a ser produzido.
• Se o senhor permitir uma exploração conjunta: acertaremos um preço fixo para cada tipo de minério possível; o senhor poderá designar os próprios observadores para acompanhar nossos trabalhos; farei uma compra antecipada de 250 grandes moedas de Diamante Negro, também paga antes mesmo de qualquer extração; e pagarei o valor acordado por qualquer minério que venha a ser produzido.
• Agora, se o senhor nos ceder o direito total de exploração: nós só acertaremos um preço fixo para cada tipo de minério possível e o senhor não precisará gastar nenhuma moeda com trabalhadores, apenas com supervisores, se assim desejar. Além disso, eu farei uma compra antecipada de 500 grandes moedas de Diamante Negro; pagarei o valor acertado por todo minério produzido pela mina; e, como cortesia e consideração, ainda ficaria feliz em oferecer-lhe a escritura de um dos meus imóveis na Cidade das Luzes… Talvez não seja algo digno de um barão, mas está extremamente bem localizado, entre certas famílias que se mudaram para lá recentemente, se é que o senhor me entende.
Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).
Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.
Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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