Capítulo 1051
『 Tradutor: Crimson 』
Um grande ritual de astrologia havia acabado de terminar quando Greem chegou à Torre do Destino.
Mais de cem aprendizes saíam ordenadamente do salão de astrologia, guiadas por uma dúzia de Bruxas do Destino, deixando o amplo espaço apenas para o jovem e a jovem.
Essas aprendizes, com pouco mais de quinze anos em média, lançavam olhares curiosos e discretos para o jovem adepto que havia conquistado o coração de sua líder. Apesar da curiosidade fervendo dentro delas, o salão solene não era um lugar apropriado para cochichos.
Quando todas finalmente deixaram o salão e a plataforma, Alice caminhou até Greem com passos leves. Ele a aguardava de lado.
Embora o ritual tivesse terminado, as pedras de iluminação não haviam sido acesas. O ambiente estava envolto em uma luz suave, enquanto o teto translúcido revelava o céu noturno. Incontáveis estrelas brilhavam intensamente, irradiando um poder estelar puro e profundo que ressoava com a formação mística gravada na plataforma.
Sob essa luz estrelada, Alice parecia uma deusa descida à terra. Cada expressão sua era encantadora, cada movimento parecia além do mundo mortal.
Greem prendeu a respiração, absorvendo aquela visão em silêncio, completamente envolvido por sua beleza.
“Ei, ei, o que você está fazendo? Estou falando com você faz um tempão. Está prestando atenção?” Alice disse, fazendo um leve bico, com um toque de irritação. Mas, ao encontrar o olhar intenso de Greem, seu rosto corou instantaneamente.
Greem a puxou suavemente para perto e a beijou sem dizer uma palavra, aproveitando o momento.
Depois de um tempo, Alice conseguiu afastá-lo um pouco. Ainda corada, falou em tom sério: “Pare com isso. Ainda estamos na plataforma de astrologia. Tenho coisas importantes para falar com você.”
Greem riu baixo e a puxou novamente.
“Eu também tenho muita coisa para te dizer. Que tal irmos para um lugar mais reservado?”
O rosto de Alice ficou ainda mais vermelho. Ela apoiou a mão no peito dele, sentindo o batimento forte e o calor do corpo dele, e desviou o olhar por um instante.
Ao erguer a cabeça novamente, encontrou o olhar ardente de Greem. Mordeu levemente os lábios e lançou um olhar repreensivo — então, com um gesto de mão, suas silhuetas tremularam e desapareceram.
Algum tempo depois, já em um ambiente mais privado, os dois conversavam em voz baixa.
“Qual é o seu plano para essas substâncias de origem?” Alice perguntou, ainda recuperando o fôlego.
“Minha compreensão dos princípios do fogo melhorou muito nessa batalha. Mesmo sem as substâncias de origem, eu consigo avançar para o Quarto Grau — só levaria mais tempo,” respondeu Greem, tranquilo. “A Mary, por ser uma adepto de linhagem, não depende tanto disso quanto você. Então talvez seja melhor usar isso no seu avanço.”
“Hmph! Você fala bem demais,” Alice respondeu, com um leve bico. “Você sabe que Bruxas do Destino avançam através do poder do Destino. Substância de origem não funciona do mesmo jeito para nós. Está tentando evitar que eu fique brava se der isso para a Mary?”
Greem apenas riu.
“Vocês duas são importantes para mim. No fim, não faz tanta diferença.”
Alice suspirou, então mudou de postura, ficando mais séria.
“Greem, eu sei que você tem confiança para alcançar o Quarto Grau sozinho, e também sei que quer usar essas substâncias da melhor forma possível. Mas escute bem: você precisa usar isso — e precisa agir rápido.”
Greem raramente via Alice com uma expressão tão séria. Ele imediatamente reprimiu qualquer resquício de desejo e franziu a testa.
“Por quê?”
“Porque você só tem trinta anos para avançar ao Quarto Grau!”
“O que vai acontecer daqui a trinta anos?”
“Uma guerra. Uma guerra épica!”
Então, com sua voz doce, porém carregada de um leve pesar, Alice revelou o nome de um mundo vasto e impressionante — algo que até mesmo Greem não pôde deixar de desejar conhecer.
Morrian. Um mundo humano governado por arcanistas.
Esse plano estava prestes a evoluir de um plano de médio porte para um plano maior. Caso tivesse sucesso, bastariam mais dez mil anos de expansão e acúmulo para que alcançasse o nível de um plano poderoso — comparável ao próprio Mundo Adepto.
Infelizmente, Morrian não teve a mesma sorte.
Seu crescimento chamou a atenção de diversas raças dominantes do multiverso. O Mundo dos Deuses, Plano dos Dragões e os Lordes do Flagelo jamais permitiriam o surgimento de uma nova força capaz de competir por território e recursos.
Assim, enviaram seus especialistas e elites para iniciar uma invasão em larga escala.
Os arcanistas, que tinham Morrian como plano de origem, haviam conquistado mais de uma centena de planos menores ao longo de dezenas de milhares de anos, transformando-os em fortalezas avançadas do Império Arcano.
Mas agora, incontáveis entidades poderosas atravessavam galáxias distantes, invadindo esses planos um a um, deixando um rastro de destruição. Mundos inteiros colapsavam, céus se partiam, e cada plano sucumbia às chamas da guerra.
Forçados a recuar, os arcanistas se entrincheiraram em Morrian, erguendo castelos flutuantes e fortalezas arcanas ao redor do plano, formando uma última linha de defesa praticamente impenetrável.
Durante eras, o Império Arcano havia saqueado e escravizado inúmeros planos, reunindo recursos e tesouros para desenvolver construções capazes de absorver diretamente energia espacial. Com esse suprimento praticamente infinito, tornaram-se quase invencíveis.
Se não fosse pela união das grandes potências do multiverso, talvez o Império Arcano tivesse realmente alcançado o topo absoluto.
Mas não foi o caso.
Antes que pudessem atingir seu auge, foram esmagados por uma porrada de inimigos. Após séculos de guerra, suas defesas externas foram destruídas. O grande império agora era apenas uma sombra — uma flor murcha prestes a desaparecer.
Foi nesse cenário que os adeptos de outros planos também entraram no conflito, buscando adquirir conhecimento e segredos das ruínas arcanas.
A guerra ainda continuava, nas profundezas do espaço.
Embora enfraquecido, o Império Arcano ainda resistia. Por outro lado, seus inimigos, agora em vantagem, já não lutavam com o mesmo fervor. Em vez disso, conspiravam, tentando garantir a maior fatia possível dos despojos.
Deuses poderosos, dragões orgulhosos e Lordes do Flagelo enviavam suas elites para Morrian. Esses agentes tinham dois objetivos:
- Destruir o que restava das construções arcanas que sustentavam a resistência.
- Pilhar o conhecimento e os recursos armazenados nas cidades flutuantes do império Arcano.
Naturalmente, o Mundo Adepto não pretendia ficar para trás. Eles já haviam preparado um grupo de elite que se infiltraria profundamente atrás das linhas inimigas para participar do saque de recursos e conhecimento no Plano Morrian.
Uma missão como essa era, sem dúvida, extremamente perigosa.
Além dos temíveis arcanistas, os adeptos ainda teriam que lidar com “aliados” imprevisíveis — forças que, assim como eles, disputavam os mesmos espólios. Seriam parceiros e rivais ao mesmo tempo.
E, entre todas essas potências, o lado dos adeptos definitivamente não estava entre os mais fortes.
Os Grandes Adeptos dos planos superiores decidiram que os participantes dessa missão seriam todos de Quarto Grau. Afinal, esse era o limite de poder que o plano conseguia suportar. Enviar um adepto de Quinto Grau apenas para ter sua força restringida ao nível inferior seria desperdício. Muito melhor enviar diretamente vários adeptos de Quarto Grau.
Assim, dez elites de Quarto Grau seriam escolhidas como força principal, encarregadas de cumprir as missões designadas. Além disso, cada uma das grandes facções deveria enviar um adepto de Quarto Grau como batedor — alguém responsável por confundir e sabotar o reconhecimento inimigo.
Isso significava que a União Prata, Bruxas do Norte, Associação dos Adeptos e Zhentarim teriam que indicar um representante para essa missão de infiltração.
E foi justamente o risco absurdo dessa tarefa que fez com que os quatorze adeptos de Quarto Grau de Zhentarim evitassem participar. Para eles, era praticamente uma sentença de morte.
Após várias manobras e decisões internas… surgiu o “bode expiatório”: Greem.
Depois de ouvir toda a explicação de Alice, Greem finalmente compreendeu o verdadeiro propósito daquele torneio entre aqueles no ápice do Terceiro Grau.
Ele não explodiu em raiva, nem começou a xingar ou gesticular. Apenas franziu a testa. Seus olhos escuros pareceram se aprofundar enquanto refletia com calma sobre a situação.
Alice observou sua expressão e, tocando seu rosto com delicadeza, falou com um leve tom de admiração:
“Greem, você sabe? O que eu mais amo em você é justamente essa calma. Qualquer outra pessoa já estaria me culpando por decidir algo assim. Mas você… você sempre mantém a cabeça no lugar.”
“Certo, chega de rodeios,” disse Greem, direto e perguntou: “Você me colocou nesse caminho por conta própria. O que você viu?”
Alice se aproximou, falando em voz baixa enquanto revelava o que sabia.

Regras dos Comentários:
Para receber notificações por e-mail quando seu comentário for respondido, ative o sininho ao lado do botão de Publicar Comentário.