Capítulo 1060
『 Tradutor: Crimson 』
Quando Vanlier e Snorlax chegaram à porta do quarto de Vanessa com um grande grupo de subordinados, foram imediatamente barrados pelo esquadrão de máquinas mágicas que fazia a guarda.
O capitão goblin era firme e rude. Recusou-se a permitir a entrada dos adeptos sem ordens de Tigule.
Depois de várias tentativas frustradas de negociação, Snorlax quase perdeu o controle.
Felizmente, Vanlier era experiente. Ele estendeu o braço e segurou Snorlax antes que ele ordenasse um ataque. Então, exibiu um sorriso frio e disse: “Estamos aqui sob ordens da Mestra da Torre, Meryl. Nem mesmo Tigule tem autoridade para nos impedir. Já que você insiste tanto nas ordens do seu superior… por que não entra em contato com ele agora?”
O capitão hesitou, mas não teve escolha. Retirou um pequeno dispositivo de comunicação, parecido com um botão negro, e começou a chamar Tigule repetidas vezes.
Nada.
Apenas estática.
Aquilo nunca tinha acontecido antes.
O suor frio escorreu pela testa do capitão.
“Saíam da frente! Todos vocês!” Snorlax finalmente explodiu, saltando para frente e gritou: “Vanessa está envolvida em uma rebelião! Quem continuar nos bloqueando será tratado como cúmplice. Eu tenho ordens diretas do líder do clã — não haverá misericórdia!”
Ele ergueu a mão e ativou o talismã de golem.
BOOM!
Um estrondo pesado ecoou.
A máquina mágica de Terceiro Grau apareceu, esmagando o chão reforçado sob seu peso. Rachaduras se espalharam como teias.
“Uma… uma máquina mágica… é a máquina do líder do clã!”
O pânico tomou conta dos goblins.
Diante daquele colosso — pernas como pilares, corpo quase tocando o teto e irradiando um calor opressivo — as máquinas goblins pareciam meros coelhos diante de um leão.
Eles não tiveram escolha.
Recuaram.
“Avancem! Arrebentem essa porta!”
Snorlax estava em êxtase. Era a primeira vez que comandava algo daquele nível.
A máquina mágica rugiu. As placas em suas costas se abriram, revelando dezenas de propulsores que brilhavam em azul espectral. Jatos de fogo explodiram para trás, impulsionando o gigante metálico.
No instante seguinte…
CRASH!
… O punho colossal atingiu a porta de liga metálica.
“Droga…”
Snorlax percebeu o erro tarde demais. Ele se agachou e tampou os ouvidos.
BOOOOM!
A explosão ensurdecedora sacudiu o corredor inteiro.
A onda sonora derrubou todos os goblins e vampiros presentes. Sangue escorreu de olhos, ouvidos e narizes.
As portas, com vinte centímetros de espessura, foram pulverizadas e arremessadas para dentro do quarto.
A máquina mágica avançou sem sequer hesitar, pisando sobre o chão destruído.
“Isso foi… forte demais…” Snorlax murmurou, levantando-se rapidamente antes de correr para dentro junto com a máquina.
O interior do quarto já estava um caos.
Um enorme pedaço da porta havia atravessado a sala e se chocado contra a parede de pedra. Móveis destruídos, fragmentos espalhados por todo lado.
Mas não havia ninguém ali.
Apenas uma única coisa permanecia no salão.
Uma gigantesca máquina mágica, parada em silêncio no canto.
Uma máquina mágica?
“Essa é a máquina do nosso líder… mas onde ele está?” O capitão goblin não conseguiu esconder o choque.
A cabine do Triturador Goblin estava aberta.
Vazia.
No centro da sala, havia uma poça de sangue roxo espalhada pelo chão.
Sangue.
De quem? De Vanessa… ou de Tigule?
Não… Vanessa já era uma adepto mecânica. Seu corpo não deveria mais conter sangue.
Então… Vanlier e Snorlax trocaram um olhar. A situação tinha piorado muito.
Vanlier ergueu a mão e ordenou friamente: “Revistem tudo.”
Uma dúzia de vampiros ágeis avançou imediatamente, espalhando-se pelo aposento.
Pouco depois, todos se reuniram diante dos cinco dispositivos de teletransporte goblin.
Os engenheiros goblins do grupo se aproximaram para examiná-los. Não demorou para chegarem a uma conclusão.
“Cada dispositivo aponta para uma direção diferente dentro da Torre Branca… mas este aqui…”
Ele apontou para um deles.
“… foi usado recentemente. Direção sudoeste.”
Sudoeste…
Havia um grande assentamento civil da Torre Branca a cerca de dez quilômetros naquela direção.
Vanlier estreitou os olhos.
Vanessa havia preparado um ponto de teletransporte secreto ali para se comunicar com a Associação de Energia Mágica.
Não era à toa que a vigilância não havia detectado nada.
“Hmph… exatamente como eu pensei. Astuta demais.”
Seu olhar ficou gelado.
“Perseguição. Agora.”
Mas antes que pudessem sair…
RUMBLE!
A torre inteira tremeu levemente.
Uma explosão violenta ecoou pelo corredor, seguida de gritos desesperados vindos de fora.
Vanlier e Snorlax reagiram ao mesmo tempo:
“A matriz de teletransporte!”
Snorlax saiu correndo impulsivamente, mas Vanlier o segurou pelo braço.
“O que você está fazendo?! Me solta!” Snorlax gritou, confuso.
Diferente dele, Vanlier permanecia completamente calmo.
Ele balançou a cabeça lentamente.
“Nós erramos.”
Snorlax congelou.
“Achamos que fugiriam assim que o plano fosse exposto… mas parece que não. Eles decidiram seguir até o fim.”
Ele fez uma breve pausa antes de concluir: “Agora, capturar Vanessa não é a prioridade.”
Snorlax arregalou os olhos, finalmente entendendo.
“Temos que proteger as matrizes de teletransporte!”
“Exatamente.” Vanlier assentiu e explicou: “Se a matriz daqui foi destruída, a próxima só pode ser o da Cidade das Máquinas.”
Snorlax respirou fundo, já recuperando a lucidez.
“Então eu vou agora!”
“Não se preocupe com a Torre Branca,” continuou Vanlier e explicou: “Vanessa não tem autoridade para acessar as matrizes dos andares superiores. O máximo que ela pode destruir é a matriz pública da praça.”
Ele encarou Snorlax diretamente.
“Você deve ir imediatamente para a Cidade das Máquinas e ajudar Deserra a defendê-la. Aquela matriz é a chave de tudo isso.”
Snorlax assentiu com força.
“Entendido!”
“Eu irei até você assim que terminar de resolver o que resta aqui.”
“Entendido. Deixe a Cidade das Máquinas comigo!”
Snorlax assentiu e imediatamente desconvocou a máquina mágica. Levando seus subordinados de confiança, correu em direção a matriz de teletransporte no décimo primeiro andar, guiado por um adepto vampiro.
Instantes depois, um clarão branco brilhou, Snorlax apareceu na matriz pública da Cidade das Máquinas, acompanhado de vinte subordinados.
Assim que saiu do torpor do teletransporte de longa distância, foi recebido por uma tempestade de tiros concentrados e feixes de energia cruzando o ar.
E então…
“Se abaixa!”
A voz era familiar.
Deserra.
Sem hesitar, Snorlax se agachou.
CI! CI! CI!
PUPUPU!
Uma rajada de feixes de energia varreu o local. Muitos dos seus subordinados, ainda atordoados pelo teletransporte, foram perfurados instantaneamente.
“Droga! Aconteceu mesmo!”
Snorlax praguejou e invocou a máquina mágica de Terceiro Grau.
BOOM!
O colosso surgiu, bloqueando imediatamente a chuva de ataques que vinha à distância.
“Avancem! Eliminem esses inimigos!”
A máquina se ergueu lentamente, completamente indiferente aos impactos que ricocheteavam em sua carcaça.
De repente… Placas metálicas em seu peito e braços se abriram, revelando dezenas de canhões de energia ocultos.
No instante seguinte, uma centena de feixes vermelhos disparou simultaneamente.
Explosões em cadeia consumiram o esquadrão inimigo.
Sem parar, a máquina ativou seus propulsores, transformando-se em um meteoro que mergulhou direto no mar de fogo.
CRASH!
Um único soco esmagou uma máquina mágica inteira, reduzindo o piloto goblin a uma massa de carne irreconhecível.
Outro golpe, a cabeça de outra máquina foi afundada no próprio peito, faíscas elétricas estourando enquanto sangue roxo escorria pelas rachaduras.
Apesar do poder destrutivo dos canhões, era no combate corpo a corpo que a máquina realmente se tornava um monstro.
As máquinas inimigas até conseguiam resistir aos disparos… Mas nenhum sobrevivia a um único soco.
Sozinha, a máquina mágica se posicionou diante das portas metálicas da matriz, enfrentando mais de cem máquinas inimigas.
Era um massacre unilateral.
Os ataques inimigos batiam contra o escudo de energia ou simplesmente não conseguiam penetrar o corpo de liga mágica praticamente indestrutível.
Nenhum deles conseguia causar dano real.
“Seu corpo é feito de liga resistente à magia! Parem os ataques de energia!”
Um capitão rebelde gritou ao perceber a situação.
“Avancem! Combate corpo a corpo! Agora!”
Nesse momento, mesmo cercado, Deserra reagiu.
Seus olhos ficaram completamente brancos.
Uma tempestade violenta e selvagem começou a girar ao redor de seu corpo.

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