Capítulo 316: A missão de Transcendência (1)
Tradução: Nimsay
Uma semana depois, no sétimo andar de Niflheimr, um dirigível estava pronto para decolar do hangar central.
Uma embarcação aérea de médio porte construída para missões especiais, com um corpo preto azeviche e gravuras de Niflheimr pintados em sua superfície, o Sleipnir.
Esse será o carro-chefe usado na rápida incursão ao Éden.
— Como estão os preparativos? — Siris perguntou ao seu ajudante na sala de controle no nível superior do hangar.
— Concluímos a instalação da blindagem externa e das armas antiaéreas. Também concluímos as tarefas de prevenção de contaminação. Os suprimentos de combate, incluindo combustível, estão a plena capacidade. Estamos prontos para partir a qualquer momento — o rapaz respondeu.
— Bom trabalho. Quando a missão começar oficialmente, ordene que a frota com tropas se reúna na Dimensão Mil. Se tivermos sucesso, um portal para a fronteira se abrirá.
— Entendido.
— Dê ordem para que todos fiquem a postos.
— Sim, senhora! Desejamos a vitória do Carneiro Negro! — O jovem ajudante cumprimentou Siris com precisão militar e saiu da sala de controle.
‘Finalmente…’
Aaron apertou sua mão trêmula.
O dia da operação finalmente chegou. Na sala de controle, membros do décimo terceiro andar que embarcariam na Sleipnir, juntamente com oficiais e ajudantes de Niflheimr, estavam presentes para se despedir. Os heróis reunidos observavam a nave com determinação através do vidro reforçado.
‘Fiz tudo o que pude.’
A lança da Runein foi afiada. Ele praticou a sensação de golpear a lança tantas vezes que ela brilhava com uma lâmina afiada.
‘Irmão, estou chegando.’
Os olhos de Aaron ficaram ferozes.
— Você já se despediu dos seus subordinados?
Siris olhou ao redor. Ridgion, que havia terminado de falar com seu assistente, sorriu levemente.
— De qualquer forma, nos veremos novamente. Eu disse para eles afiarem as espadas.
— Eu também terminei minhas despedidas! — Nihaku falou alegremente.
— Eu não tenho com quem me despedir. — Yurnet fechou seu livro. Um portal dimensional já estava conectado ao Sleipnir no lado direito da sala de controle.
‘As pessoas que vão na missão…’
Aaron olhou ao redor.
O ataque ao Éden seria realizado por uma única equipe, mas haveria mais tripulantes a bordo. Inicialmente, Yurnet controlaria Sleipnir sozinha, mas depois que a missão vazou, muitos heróis se voluntariaram.
Ao final, dez técnicos foram selecionados para reparos e controle, junto com dois operadores para retransmitir a situação da missão. Os heróis reunidos estavam preparados para enfrentar a morte.
— Já disse isso muitas vezes, não posso garantir sua sobrevivência durante a missão. É melhor recuar, se possível.
— Não! Vamos ajudar a resgatar o Mestre! — O homem na frente do grupo de técnicos gritou.
Siris assentiu com um suspiro.
— Espero que todos saibam o conteúdo do relatório da noite passada.
Todos na sala de controle se levantaram. Siris olhou para eles com um olhar claro e agarrou a alça de Lævateinn. A bainha vermelha emitia um brilho ofuscante.
— Todos a bordo. Acendam o fogo celestial. A missão começa agora.
Bzzt!
O portal dimensional em um canto da sala de controle brilhava fracamente, mostrando sinais de ativação. Siris foi a primeira a entrar.
Atrás dela, os heróis passaram pelo portal em fila indiana.
Aaron respirou fundo ruidosamente várias vezes. Uma vez lá dentro, não haveria mais como voltar atrás.
‘Desculpe, Nina. Prometo que vou te encontrar.’
Siris disse que lhe daria permissão para visitar sua irmã junto com o Mestre.
— Vamos! Glória a Niflheimr!
Em seguida, entraram os heróis não combatentes. Os dois operadores e os técnicos se alinharam e entraram pela porta dimensional.
— Desejo-lhes a vitória.
Os oficiais de alta patente de Niflheimr observavam de trás. Na praça do lado de fora da sala de controle, milhares de heróis de Niflheimr estariam torcendo pelos dezessete tripulantes em Sleipnir.
‘Serei o último a embarcar.’
Aaron caminhou até o fim da fila.
— Hum? — Os olhos do oficial responsável se estreitaram enquanto ele observava a formação. Ele sussurrou para seu superior. — Acredito que há um erro no pessoal selecionado.
— Como assim?
— Não era para ser dezessete no total? Mas são dezoito pessoas. Quando foi que outro técnico foi adicionado?
— Vou verificar. — Um homem de meia idade uniformizado aproximou-se da formação. — Parem todos! Afastem-se do portal dimensional.
A fila parou. Depois de examinar as pessoas, o homem de meia idade estreitou os olhos.
— Parece que há um intruso entre nós.
Seu olhar se voltou para Aaron no final da fila. Ele fez uma saudação educada e falou: — Sr. Neidelk! Não podemos permitir erros nesta missão. Por favor, tome as medidas adequadas.
— …
— Niflheimr tem muitos inimigos. Pode ser um espião de uma Sala de Espera ativa.
Aaron passou a mão pela cabeça e murmurou suavemente.
— Não há problema.
— Perdão?
— Ontem, recebi um novo relatório do oficial responsável. Terão onze técnicos nesta missão.
— Mas nunca ouvi falar desse relatório… — Após um momento de reflexão, o homem cumprimentou Aaron com uma expressão arrependida. — Minhas desculpas! É correto reportar qualquer irregularidade ao superior. Desculpe-me por interromper. Glória a Niflheimr!
O oficial uniformizado deu um passo para trás e o embarque continuou.
‘Um oficial superior…’
Aaron não era membro de Niflheimr, nem alguém com grandes realizações. Ele era alguém que havia sido selecionado para o décimo terceiro andar somente porque Muden havia cedido seu lugar.
E ainda assim, ninguém demonstrou oposição.
O motivo era um só. Fé absoluta em Niflheimr e Loki.
‘Eles têm uma disciplina muito rigorosa.’
Aaron entrou no meio da fila e secretamente abordou a pessoa clandestina.
— Senhorita Jenna. — A técnica que caminhava ao lado dele abaixou o boné. — Esse tipo de comportamento não é bom. Se te encontrarem, vão te expulsar imediatamente.
— Não sei do que você está falando. — A pessoa afastou o rosto.
— Você não conseguirá esconder sua identidade lá dentro.
— Jenna? Nunca ouvi esse nome.
‘Há.’
Aaron suspirou profundamente.
— Teremos que conversar lá dentro.
— Um herói do décimo terceiro andar falando comigo, uma mera técnica? — A menina piscou brincando e entrou pela porta dimensional.
Aaron a seguiu.
Ao sair do outro lado, um longo corredor do segundo andar do Sleipnir apareceu. Seguindo o corredor, chegariam à sala de controle central.
— Me siga.
Aaron pegou a técnica pelo braço e a levou até um depósito próximo.
Ele fechou a porta por dentro e levantou a touca da técnica. Olhos castanhos redondos e cabelos ruivos. A garota olhou ao redor com olhos brincalhões.
— Niflheimr também é muito brilhante por dentro. Eles devem ter gasto uma fortuna.
— Senhorita Jenna.
— Para quê falar meu nome tantas vezes?
— Por que você está aqui…?
— Vim ajudar meu irmãozão, é claro. — Jenna Shirai deu de ombros enquanto falava. — Era óbvio que me rejeitariam se eu falasse com aquela irmã assustadora. Ao contrário de você, Aaron, eu não tenho contatos. Se eu soubesse disso, teria tratado a chefona melhor quando cheguei antes.
— Como…
— Eu vim secretamente. — Jenna sorriu maliciosamente.
— Você não pode ir para casa, pode?
— Eu ia voltar, mas senti que fui tratada injustamente. Me elogiaram quando precisaram de mim, e agora que sou inútil, me descartam. Não é a mesma coisa com você, Aaron? Não vai fingir que é diferente, né? Eu ficaria muito decepcionada.
— O que…? — Aaron ficou sem palavras.
Jenna cutucou levemente a lateral de Aaron com o cotovelo.
— Se você me ajudar um pouco, serei muito útil nesta missão. — Jenna tirou uma pequena pedra brilhante do bolso. — Sabe que pedra é essa? É uma pedra dimensional. Vel1 e eu a conseguimos com muito esforço. Se sacudi-la…
Bzzt! Um portal começou a se formar com uma onda mágica clara.
Jenna acenou com a mão para dispersar o portal e guardar a pedra.
— Posso abrir um portal para Taoni.
Embora seu tom fosse brincalhão, seus olhos estavam extremamente sérios.
Aaron sabia que Jenna estava falando sério. Aquela garota tinha vindo mesmo para ajudar o irmão.
‘Mesmo assim… não será fácil.’
— O lugar para onde estamos indo está altamente contaminado. Além disso, os inimigos lá são muito mais poderosos que os monstros. Você terá que arriscar sua vida. Você não precisa fazer isso… — Aaron falou firmemente.
— Não. — Jenna agarrou a mão direita de Aaron com tanta força que seus nós dos dedos ficaram brancos. — Eu vou para casa, mas não posso deixar essa ponta solta. Quero reencontrar meu irmão na minha terra natal. O mesmo vale para os outros. Como você disse… arriscamos nossas vidas para vir para cá. Ouvi falar da missão enquanto estava escondida. Deixe-nos ajudar. Seremos úteis, com certeza.
— Quantos são?
— Vel, Kishasha, Kátio. Ah, talvez você não conheça Kátio. Há muitos outros. Todos eles são determinados. Estamos preparados para lutar por nosso irmãozão.
Aaron e Jenna olharam nos olhos um do outro. Aaron exalou profundamente.
— Teremos que esconder isso da Siris…
— Claro!
Provavelmente eles vão repreendê-lo muito mais tarde.
‘Pelo bem do meu irmão… Eu vou endurecer.’
Aaron suspirou.
— Espere aqui no depósito.
— Sim, senhor! O esquadrão de Jenna aguarda ordens.
Jenna fez uma saudação energética.
‘Os heróis de Taoni.’
Aaron pensou em um homem chamado Velkist. Aquele homem de grande talento e espírito de luta foi o responsável por sua queda.
Aaron soltou uma risada breve. Ele quer enfrentá-lo novamente algum dia.
Aaron balançou a cabeça e saiu do depósito. Não demorou muito para que ele chegasse à sala de controle do Sleipnir.
Uma sala de controle de cem metros quadrados com um grande cristal na frente, cercado por todos os tipos de instrumentos e controles.
Nihaku, de pé ao lado do assento do capitão, virou-se para olhá-lo.
— O que estava fazendo, Jovenzinho? Sua barriga doeu?
— Sim… desculpe. — Aaron falou, meio desconcertado.
— Você é um péssimo ator, garoto. — Ridgion, encostado na parede ao lado da porta, sorriu.
Aaron estremeceu.
— Acabei de receber um relato de que outra pessoa embarcou.
— …
— Não vou pedir detalhes.
— Obrigado…
Aaron observou a sala de controle.
O Sleipnir havia deixado Niflheimr e estava indo rapidamente para o primeiro servidor.
Siris estava revisando o plano da missão na frente da sala, enquanto Yurnet recitava feitiços no grande círculo mágico à direita.
‘É bom que ambas estejam ocupadas.’
Aaron suspirou de alívio.
Se tivessem descoberto isso, não teriam deixado passar.
< Conexão concluída. >
A voz de Yurnet ecoou na sala de controle. Logo depois, a imagem de uma mulher de túnica apareceu no painel frontal.
< Eu sou Sizel de Mobius. Niflheimr, consegue me ouvir? >
— Nós ouvimos você. Parece que a conexão foi bem-sucedida — Siris respondeu.
< A correção do código foi concluída. Conectando contas. >
Sizel levantou a mão e simultaneamente uma grande mensagem holográfica apareceu no lado esquerdo da sala de controle.
【Bem-vinda , Mestra Qlqr1, a Escolha-me, Gacha Infinito!】
Código de correção 1103: O nome da conta foi alterado para Niflheimr.
Código de correção 5313: O menu de controle e os métodos de acesso foram alterados.
Código de correção 3365: O método de transmissão de dados foi alterado.
Código de correção 9754: …
[Carregamento concluído.]
TOQUE!
Era a mensagem de conexão da Mestra de Taoni, Qlqr1. Ela entrou no menu principal.
Na tela de controle dela, o Sleipnir foi mostrado saindo do terreno.
- Pera, não era Velkist na memória da Pria?[↩]
Eita que até Qlqr1 está a postos para salvar o Han. Como sabemos que o poder do protagonismo é grande, provavelmente vamos ver o Han livre em algum capítulo a frente.
(E a Tia ainda continua doente…)
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