Capítulo 255: Réquiem. (1)
Tradução: Nimsay
Depois de chegar ao sextagésimo andar, a Qlqr1 iniciou uma expansão em larga escala das instalações.
Primeiro, com os recursos que acumulamos, aumentamos o nível da Sala de Espera em um andar. Além disso, exigi melhorias em tudo que fosse possível, desde a oficina de equipamentos, armazenamento e instalações de treinamento até o laboratório de pesquisa mágica.
‘Isso vai levar algum tempo.’
Não foi tão simples quanto apertar um botão e ver tudo ser construído magicamente como antes.
Quando o nível da instalação atinge um certo ponto, a atualização exige não apenas uma grande quantidade de materiais e artesãos, mas também um longo período de construção.
Como resultado, por um tempo, a Sala de Espera ficou cheia de ruídos que lembravam um canteiro de obras e os heróis tiveram tempo para se preparar enquanto o trabalho era concluído.
Durante o dia, eu percorria os andares inferiores para subir de nível e, à noite, me dedicava a lutar com Halkion.
Decidi dedicar meu tempo ao treinamento até que a investigação de Yurnet fosse concluída.
‘Tem alguma coisa nos esperando nos andares superiores.’
Esse pensamento ficou mais forte depois de atravessar o sextagésimo andar.
Se fosse simplesmente sobre lutar contra inimigos poderosos como o principe ou os Fragmentos, poderíamos lidar com isso. No entanto, havia uma possibilidade de variáveis inesperadas que eu não havia previsto. Se as coisas dessem errado, não haveria como voltar atrás.
Todas as noites eu releio o livro ilustrado retratando o passado de El Cid. O conteúdo não mudou, era meramente uma repetição da história que eu já conhecia.
Essa rotina continuou até o dia em que Yurnet concluiu sua investigação.
< Com licença, Mestre. >
Uma noite, no meu quarto no quarto andar da Sala de Espera, localizado nos alojamentos do Grupo Um.
Uma névoa vaga começou a se formar, moldando-se em uma figura humana. Virei minha cadeira para encarar a sombra. A imagem de Yurnet emergiu lentamente da escuridão.
‘Parece que a investigação acabou.’
Demorou cerca de um mês. Considerando que havia ordenado a investigação imediatamente após a morte de El Cid, ela demorou mais do que o esperado.
— Você não está aqui só para dizer olá, está?
Tomei um gole da minha xícara de chá.
Comunicação regular poderia ser feita facilmente pela rede neural. Havia apenas uma razão para aparecer pessoalmente assim.
< Claro que não. A investigação sobre El Cid foi concluída e vim entregar o relatório oficial. >
— Bom trabalho. Você trabalhou muito — falei assentindo.
< Antes disso, devo primeiro implorar seu perdão, Mestre. >
Yurnet se aproximou de mim e, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela fez uma profunda reverência.
< Sinto muito. >
— O que você quer dizer? Porque está se desculpando?
< O Resultado da investigação… é um fracasso. >
Ela falou com a cabeça ainda baixa.
Fiquei em silêncio.
‘Um fracasso?’
Eu não esperava por isso.
< Peço desculpas por não ter cumprido suas ordens. Se você me desse outra chance… >
— Não, está tudo bem. Levante a cabeça. Se não funcionou, não funcionou. Você não é toda-poderosa, afinal. Mais uma falha… — Suspirei.
Esperei tanto para não ter respostas. Bom, terei que continuar esperando.
< Mestre…? >
— Estou cansado de não ter respostas, mas é o jeito. Você pode conseguir ir muito além disso, Yurnet. Tenho certeza. Faça isso.
< M-mestre… Você é tão incrível, por favor, continue punindo essa servente tola. >
O que foi isso?
— … Yurnet, acho que você está levando isso para outro sentido. Só pedi para que continue tentando.
Recuei como pude da forma feita de nevoa. Ela está agindo de maneira muito estranha. Isso pode ser alguma armadilha do sistema? Tell está mexendo com meus sentidos do nada?
< Mas, Mestre, eu quero que me faça sofrer, como você fez com aquele tolo! >
— …? — Do que ela está falando? Quem eu fiz sofrer? Aaron? — Yurnet…?
< Por favor, bata em mim como fez com o Velkist! >
— O quê?
O quê está acontecendo? Bati em Velkist? Nem mesmo treinei com ele ou Jenna desde que nos tornamos cinco estrelas. Algo está definitivamente errado!
Toquei no punho de Bifrost, para usar o poder da interferência, mas nada aconteceu.
< Mestre, não se preocupe! Está tentando usar seus poderes para me trazer para aí? Ou será… Para que eu tenha a mesma forma do Velkist? Ou prefere o Aaron? Não se preocupe… >
A forma humana enevoada começou a se aproximar de mim.
‘Droga! Tenho que achar um jeito de sair daqui! Algo está definitivamente errado!’
Olhei ao redor do quarto buscando uma rota de fuga.
Vuuuuuuusss. Mas essa ‘Yurnet’ parece ter percebido minhas intenções e cobriu o quarto inteiro de névoa.
< Fique tranquilo Mestre, vou fazer esse lugar se tornar um lugar perfeito para o que imaginei. >
‘Se não tem rota de fuga, devo criar uma.’
Fechei os olhos e fiz um movimento de desembainhar minha espada enquanto me concentrava em usar o poder do Sangue do Dragão Negro.
‘Preciso ser rápido, ou essa coisa vai me pegar.’
Quando abri meus olhos, desejei que nunca o tivesse feito. Essa ‘Yurnet’ realmente mudou de forma, cobrindo o quarto inteiro. Haviam olhos por toda parte e inúmeros Velkists e Aarons.
Como vou fugir disso? Como eu acabei nisso? Eu não quero eles perto de mim!
Preciso sair disso! Preciso…
Com um salto, pulei da cama.
Minha mente estava a mil, confusa, mas completamente desperta.
‘Isso foi um pesadelo?’
Vasculhei meu quarto em busca de algo fora do lugar, ou qualquer pista que indicasse o que aconteceu comigo para sonhar aquilo.
Quando olhei para a escrivaninha, perto da Estátua do Cavalo de Guerra duzentos e vinte e cinco estava um bilhete.
Parece ter sido escrito as pressas e estava amassado.
Feliz Primeiro de Abril!
Tia Nimsay
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