Capítulo 928 - Acordo de Comércio Entre os Países do Mediterrâneo
『 Tradutor: Crimson 』
Ao ver César furioso, Henry finalmente falou.
“César, proteger a prosperidade do comércio no Mediterrâneo é nosso objetivo em comum.”
“Não permitiremos que sua raiva destrua tudo para todos nós.”
“Então, por favor, acalme-se.”
César encarou Henry friamente.
“Que se dane esse objetivo em comum.”
Quando Henry ouviu aquilo, um brilho frio passou por seus olhos.
“Já que você insiste em agir sozinho, então não teremos escolha além de usar nossas próprias esquadras para restringir a Esquadra Romana.”
Sem perceber, César já havia caído completamente na armadilha de Henry.
“Você se atreve?!”
César ficou ainda mais furioso.
Ele bateu violentamente na mesa e se levantou.
Ao olhar para os Lordes mediterrâneos ao redor, seu coração começou a afundar lentamente.
Sem mencionar os pequenos e médios países que seguiam Henry…
Até mesmo Casillas não se opôs às palavras dele.
Ao perceber isso, César sentiu um frio percorrer seu corpo.
“Esquema…”
“Isso tudo é um esquema!”
Henry e Casillas, seus dois grandes rivais, estavam aproveitando aquela oportunidade para esmagar a Esquadra Romana.
Embora aquilo fortalecesse ainda mais a Esquadra Gaulesa, também daria à Esquadra Invencível Espanhola a chance de ultrapassar os romanos.
Uma situação perfeita para ambos.
Naquela enorme peça teatral, o único perdedor seria César.
A humilhação pública o enfureceu completamente.
Ele já não tinha mais coragem de continuar ali.
“Todos vocês… apenas esperem!”
Antes de sair, César deixou aquelas palavras para trás.
Henry permaneceu extremamente calmo.
Ele se virou para Zi Luolan e sorriu.
“As pessoas irrelevantes já foram embora.”
“Agora podemos assinar oficialmente o acordo?”
Zi Luolan ficou surpresa ao assistir toda a situação se desenrolar daquela forma.
Aqueles Lordes eram realmente cruéis.
Eles esmagavam alguém sem sequer piscar.
“Sim.”
Zi Luolan conteve suas emoções e respondeu com um sorriso encantador.
‘Quem se importa em como lutam entre si?’
‘A Grande Xia já alcançou seus objetivos.’
Ao pensar naquele homem que controlava toda a negociação a milhares de quilômetros de distância, Zi Luolan não pôde evitar pensar: ‘Será que ele já havia previsto tudo isso? Desde quando os pensamentos desse sujeito ficaram tão profundos quanto o oceano?’
Depois disso, a cerimônia de assinatura transcorreu sem grandes problemas.
A única mudança foi a adição de uma cláusula extra: “Os Lordes do Mediterrâneo garantirão a segurança dos mercadores da Grande Xia. Caso os mercadores sofram danos, os Lordes mediterrâneos assumirão a responsabilidade.”
Como garantia, os Lordes do Mediterrâneo precisariam depositar uma quantia de caução baseada no volume comercial realizado.
Caso os mercadores da Grande Xia sofressem prejuízos, o Banco Quatro Oceanos retiraria diretamente o valor da caução.
Seguindo a sugestão de Ouyang Shuo, Meng Zhida vinha implementando aquilo passo a passo, colocando a Indústria de Seguros oficialmente nos trilhos.
Especialmente os riscos marítimos.
Não apenas os mercadores da Grande Xia haviam adquirido seguros… Até mesmo mercadores de outros territórios já começavam a utilizá-los.
O próximo objetivo de Meng Zhida era usar Xingzhou, Província Somália e Província Marrocos para expandir a indústria de seguros para o restante do mundo.
O sistema extremamente rigoroso da Grande Xia deixou os Lordes mediterrâneos admirados.
Felizmente, o dinheiro depositado como caução no Banco Quatro Oceanos renderia juros.
Caso contrário, aquilo representaria uma perda gigantesca de capital.
Às 11 da manhã, com Kalia atuando como testemunha, a Grande Xia e os Lordes do Mediterrâneo assinaram oficialmente o Acordo de Comércio Entre os Países do Mediterrâneo.
Os principais termos do acordo eram os seguintes:
Primeiro: portos.
Os portos de todos os membros do acordo seriam abertos aos demais membros, sem restrições ou obstáculos de entrada.
Segundo: impostos.
As taxas portuárias para entrada e saída dos membros seriam reduzidas para incentivar o desenvolvimento comercial.
Terceiro: investimentos.
As restrições para investimentos seriam flexibilizadas, permitindo que as câmaras de comércio dos membros investissem livremente, sem grandes limitações.
Sem dúvida, aquele acordo já se aproximava muito de um tratado de livre comércio do mundo real.
Dentro do mundo do jogo, aquilo era um evento histórico.
Ao assinarem o tratado comercial, removeriam enormes quantidades de impostos e barreiras comerciais, abririam investimentos e promoveriam ainda mais o comércio e o desenvolvimento conjunto.
Os benefícios do livre comércio eram inúmeros.
Primeiro, ao reduzir custos comerciais e custos de transporte, aumentariam a liberdade e a conveniência das rotas comerciais marítimas, impulsionando ainda mais o comércio oceânico.
Como os custos foram reduzidos e tudo se tornou mais conveniente, mais câmaras de comércio passariam a investir no comércio marítimo, dando origem a uma nova onda comercial.
Em segundo lugar, o aumento dos investimentos permitiria uma distribuição mais eficiente de recursos e indústrias.
Entre os territórios — especialmente entre Oriente e Ocidente — existiam enormes diferenças históricas e tecnológicas. Como resultado, suas indústrias eram distintas e acabavam se complementando mutuamente.
Os benefícios eram inúmeros.
Não era à toa que César ficara tão furioso ao descobrir que havia sido excluído.
Perder aquela oportunidade foi um golpe gigantesco para César.
Além disso, para proteger os interesses comerciais, Henry e os demais Lordes jamais permitiriam que ele continuasse causando problemas no Mediterrâneo.
…
Naquela tarde, Zi Luolan, Henry, Casillas e os demais Lordes participaram juntos de uma coletiva de imprensa para anunciar oficialmente a assinatura do acordo.
No instante em que a notícia se espalhou, o mundo inteiro entrou em choque.
Alguns comemoraram.
Outros ficaram abatidos.
Houve quem se assustasse.
E também aqueles que passaram a se sentir inquietos.
Ninguém esperava que os Lordes do Mediterrâneo e a Grande Xia — lados que haviam acumulado tantos conflitos — acabassem cooperando e dando início a uma nova era do comércio marítimo.
O impacto da notícia era tão grande que quase ninguém prestou atenção no fato de a Cidade César ter sido excluída.
Alguns chegaram até mesmo a afirmar que aquele era o acontecimento mais influente desde o início dos quatro anos de Gaia.
Na visão deles, aquilo superava até mesmo a fundação da primeira dinastia.
Além disso, com a assinatura daquele acordo, a Grande Xia se transformaria em uma enorme potência comercial, evoluindo lentamente para um verdadeiro gigante do comércio mundial.
…
Ouyang Shuo, que estava a dezenas de milhares de quilômetros dali, sorriu ao ouvir a notícia.
Provavelmente, ninguém no mundo compreendia melhor do que ele o verdadeiro significado daquilo.
Depois de descobrir a existência da Mão de Prata e da Facção Acadêmica, Ouyang Shuo vinha refletindo profundamente sobre qual lado deveria seguir.
Normalmente, poderia simplesmente usar o poder da Grande Xia para iniciar guerras pelo mundo inteiro, banhando o mundo em sangue e aterrorizando todos os territórios.
Mas então… O que exatamente a Grande Xia ganharia com isso?
Quanto mais expandisse, mais inimigos acumularia.
E esses inimigos inevitavelmente acabariam se unindo entre si.
As mudanças e a reorganização da Aliança Yanhuang já eram uma prova clara disso.
Quando esse momento chegasse, a Grande Xia acabaria se tornando inimiga do mundo inteiro…
E caminharia lentamente rumo à própria destruição.
Existia um velho ditado: “Aquele que governa o mundo apenas pela força acabará fazendo do mundo inteiro seu inimigo… e morrerá pela própria força.”
Por isso, Ouyang Shuo passou a pensar ainda mais longe.
Tanto a Mão de Prata quanto a Facção Acadêmica jamais permitiriam o surgimento de uma força que superasse ambas.
Se a Grande Xia realmente abandonasse tudo para focar apenas em força militar, talvez ninguém pudesse fazer nada dentro do jogo.
Mas quando chegassem ao Planeta Esperança… Haveria inúmeras maneiras de lidar com eles.
Reunir todos os inimigos da Grande Xia para esmagar Ouyang Shuo seria algo simples demais para essas organizações.
Quem sabe até mesmo a Mão de Prata aproveitaria a oportunidade para limpar completamente sua própria imagem.
Afinal, estariam “eliminando um problema para a humanidade”…
Removendo o “câncer” chamado Grande Xia.
Ao pensar nisso, até Ouyang Shuo sentiu um arrepio percorrer sua espinha.
Os inimigos que precisava enfrentar… As batalhas que precisava travar… Jamais se limitariam apenas ao mundo do jogo.
Ele estava seguindo o verdadeiro caminho de um governante.
Precisava ser lapidado.
Precisava ser testado.
Somente assim conseguiria realmente ascender.
…
Já que não podia simplesmente banhar o mundo em sangue, precisava encontrar outro caminho.
Depois de um longo período de observação e reflexão, Ouyang Shuo finalmente enxergou claramente a direção que deveria seguir.
A Grande Xia precisava usar o menor custo possível para espalhar sua influência pelo mundo.
Precisava usar cooperação para expandir sua influência… arrastar cada vez mais pessoas para dentro de seu próprio barco.
Somente assim a Grande Xia se tornaria verdadeiramente inabalável.
E os benefícios não paravam por aí.
Essas ações também ajudariam lentamente a corroer as alianças internas da Mão de Prata, enfraquecendo-as e separando seus membros.
Grupos formados apenas por interesses acabariam abandonando uns aos outros… Assim como Henry abandonou César.
Ao que tudo indicava, por causa da interferência da Grande Xia, César jamais conseguiria alcançar o mesmo auge de sua vida passada.
Ele não se tornaria um dos três grandes líderes da Europa.
O brilho daquele descendente romano estava desaparecendo cada vez mais.
Ao assinar o acordo com os Lordes do Mediterrâneo, Ouyang Shuo pretendia enviar uma mensagem clara ao mundo: A Grande Xia não trazia apenas guerra.
Ela também trazia lucro.
A Grande Xia não era um estado sedento por guerra.
Era uma potência comercial disposta a impulsionar o comércio mundial.
Os demais Lordes do mundo não precisavam nutrir tanta hostilidade nem permanecer tão vigilantes contra a Grande Xia.
Claro… Se desejassem estabelecer domínio verdadeiro, às vezes ainda seria necessário recorrer à força.
Como nos casos da Somália, Marrocos…
E também ao expulsar César.
Essas ações continuavam sendo necessárias.
Sem o medo de represálias militares… Sem um exército poderoso servindo de escudo…
Nada seria capaz de criar raízes.

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