Capítulo 1093
『 Tradutor: Crimson 』
Essa Bruxa da Escuridão claramente nutria intenções hostis contra ele!
Além disso, se Greem não estivesse enganado, o principal objetivo dela ao participar dessa missão era nada menos que matá-lo.
No início, Greem apenas suspeitava dessa possibilidade, mas sua opinião mudou após a última batalha. Embora a Bruxa da Escuridão Shani não tivesse se mostrado durante o combate, Greem havia percebido claramente sua intenção assassina intensa, ainda que reprimida.
Talvez nem mesmo a Bruxa da Escuridão Shani soubesse que a razão de Greem ter se colocado em perigo durante a batalha era justamente para provocá-la e testar suas verdadeiras intenções.
Naquele instante em que Greem esteve em perigo, a intenção assassina dela, impossível de esconder, foi como um vulcão em plena noite escura. Ninguém seria capaz de ignorá-la, mesmo que quisesse.
Por isso, Greem não se importou em fazer um pequeno desvio.
Ele trouxe o grupo para a Cidade Floresta de Bordo com a intenção de aproveitar a geografia rural e isolada para resolver alguns assuntos particulares!
Pensando nisso, Greem afastou levemente sua bandeja de jantar. Sorrindo, disse: “Terminei de comer. Senhores, aproveitem a refeição! Vou subir para descansar um pouco.”
Cherisha sorriu.
“Deseja que eu lhe empreste essas duas servas por uma noite? Talvez elas não tenham muito talento mágico, mas ainda são bem bonitas!”
Enquanto falava, as irmãs nobres gêmeas caminharam até o lado de Greem e sorriram docemente para ele.
Entretanto, mesmo sorrindo, seus olhos permaneciam firmemente fechados, criando uma sensação estranhamente desconfortável.
Greem balançou a cabeça de leve e respondeu enquanto saía: “Eu odeio brinquedos.”
Cherisha suspirou e comentou consigo mesma, em um tom impotente: “Você tem razão. Esses brinquedos podem até parecer bonitos, mas são tão frágeis quanto bolhas ao vento… cof. Falando nisso, Sr. Holly, tem interesse em levar uma delas para o seu quarto?”
O Adepto Holly franziu a testa e respondeu de forma ríspida: “Cherisha, pare com essas brincadeiras sem graça. Todo mundo sabe que essas pessoas já viraram suas marionetes. Levá-las para nossos quartos é basicamente levar você junto… hmph! Não me incomode. Somos apenas parceiros de negócios. Ninguém iria querer se associar a um monstro como você se não estivéssemos neste plano!”
O Adepto Holly também afastou sua bandeja de jantar com irritação e subiu para o segundo andar em busca de um quarto para descansar.
Depois que todos saíram, apenas Cherisha permaneceu na sala de jantar.
Foi então que uma expressão sinistra e cruel surgiu em seu rosto. Ela murmurava para si mesma enquanto cortava furiosamente as costelas de cordeiro à sua frente. Pela expressão dela, parecia estar tratando a comida como alguém que odiava profundamente.
Mais de uma dúzia de servos trabalhavam ocupados na cozinha, na sala de estar e na sala de jantar, trazendo continuamente pratos para a mesa e servindo-a com devoção, como se ela fosse uma imperatriz.
No entanto, não importava o quanto trabalhassem ou quão ocupados estivessem; seus olhos fechados jamais se abriram uma única vez!
Ao chegar ao segundo andar, dois corredores se estendiam diante de Greem, um à esquerda e outro à direita.
O corredor da esquerda estava mergulhado na escuridão absoluta, enquanto o da direita permanecia intensamente iluminado, com todos os cantos claramente visíveis.
Greem conseguiu perceber que a Bruxa da Escuridão Shani havia entrado no segundo quarto à esquerda ao rastrear a quase imperceptível aura de energia no ar. Também fora ela quem apagou as velas do corredor esquerdo. Obviamente, não gostava de ser incomodada por quem viesse atrás dela.
Sem qualquer hesitação, Greem virou à esquerda. Caminhou até o quarto ao lado do dela, empurrou suavemente a porta e entrou.
Aquele lugar era a residência de um pequeno nobre de uma região rural. Naturalmente, a decoração e os móveis da casa não tinham nada de refinado.
Mesas simples, uma cama luxuosa e móveis de gosto vulgar típicos de ricaços.
Greem caminhou até o interior do quarto, observou o ambiente ao redor e se deitou na cama. Então fechou os olhos para descansar.
Os ventos noturnos eram particularmente fortes devido à proximidade da cidade com as montanhas.
A ventania uivava pela noite, rasgando a névoa e espalhando-a pela cidade como um véu branco. O lugar inteiro parecia ainda mais silencioso e desolado.
Normalmente, os moradores da cidade não teriam ido dormir tão cedo, o que daria ao lugar um pouco mais de vida.
Porém, naquela noite, a cidade inteira havia mergulhado na escuridão, com exceção de uma pequena casa de dois andares. Quase não havia qualquer sinal de calor humano ou vitalidade no local, algo capaz de despertar medo no coração de qualquer viajante que passasse por ali naquele momento.
Enquanto isso, uma massa sombria flutuava no centro de uma casa de madeira na extremidade da cidade. A sombra crescia lentamente.
Quando surgiu pela primeira vez, tinha apenas o tamanho de um polegar. Contudo, conforme o tempo passava, a sombra começou a aumentar continuamente. Então ela afundou para dentro de si mesma, formando um estranho portal de sombras com dois metros de diâmetro.
Ao observar o estranho vórtice girando no sentido anti-horário dentro da sombra e a aura opressiva de escuridão vazando das profundezas do portal, qualquer um inevitavelmente se perguntaria para que tipo de lugar aterrorizante aquela entrada levava!
À medida que a aura sombria se tornava mais intensa dentro da casa de madeira, o ambiente começou a parecer cada vez mais escuro e turvo.
Por fim, quando as sombras se condensaram por completo, uma criatura semelhante a uma pantera tomou forma do nada.
A criatura possuía uma pele lisa e uma aparência quase irreal. Traços de névoa negra continuavam se dissipando sempre que seu corpo tocava o ar. Era como se aquela criatura das trevas tivesse sido formada originalmente de sombras intangíveis.
De repente, duas luzes vermelho-escuras brilharam nos olhos da criatura, fazendo a iluminação da casa de madeira enfraquecer ainda mais.
Uma Pantera das Sombras.
Era uma criatura típica do Mundo das Sombras. Normalmente, elas existiam apenas naquele plano, sendo raro encontrá-las em mundos planares comuns.
Seu poder estava apenas no Segundo Grau Inicial, mas sua estranha e imprevisível habilidade de viajar entre sombras fazia delas inimigas extremamente perigosas. Até mesmo adeptos de Segundo Grau Avançado não desejavam enfrentá-las em batalha.
O mais aterrorizante, porém, era o fato de que essas Panteras das Sombras viviam em bandos!
O portal sombrio não parou após o surgimento da primeira pantera. Pelo contrário, continuou expelindo densas ondas de energia sombria. Logo, a segunda Pantera das Sombras surgiu, seguida pela terceira e pela quarta.
A casa de madeira não era grande. Na verdade, já começava a ficar apertada para aquelas Panteras das Sombras, cada uma delas do tamanho de um tigre.
Quando as panteras posteriores se materializaram, conflitos começaram a surgir entre elas. Algumas passaram a rosnar e intimidar umas às outras. Felizmente, ainda conheciam seus limites. Todas tentavam ao máximo conter seu poder, impedindo que a aura sombria escapasse para fora da casa.
Quando a décima pantera apareceu, a rotação do portal começou a desacelerar. O vórtice tremeu levemente antes de expelir uma criatura humanoide feita de sombras.
Assim que a criatura humanoide surgiu, o bando de panteras entrou em agitação.
As Panteras das Sombras já não se importavam mais com espaço pessoal. Elas se apertaram umas contra as outras, abrindo espaço suficiente para a criatura humanoide.
Nenhum olho ou traço facial podia ser visto no rosto da criatura humanoide das sombras. Havia apenas escuridão. Quando a criatura permaneceu imóvel dentro da casa, a substância sombria no ar ao redor dele começou a borbulhar como água fervente, formando rapidamente uma armadura estranha, brilhante e sólida como diamante negro.
Diferente das Panteras das Sombras, cujos corpos existiam em um estado entre o material e o imaterial, aquele humanoide parecia completamente sólido. Na verdade, seu corpo era mais resistente do que a maioria dos metais encontrados em planos materiais.
Mais importante ainda, quando a criatura humanoide abriu os olhos, não havia neles a luz do caos ou da confusão, mas sim o brilho da inteligência e da consciência.
Era uma luz que apenas criaturas inteligentes possuíam!
Assim que se materializou, a criatura humanoide caminhou até a simples janela de madeira. Ele observou, através da estreita abertura, o edifício iluminado no meio da escuridão.
Seu alvo estava ali, mas as ordens de sua mestra eram para permanecer escondido.
A criatura humanoide das sombras puxou de dentro da escuridão uma longa e fina lâmina, cravou-a no chão e começou a esperar silenciosamente.
A aura de energia irradiada por ele já estava no Terceiro Grau!
A Cidade Floresta de Bordo permanecia silenciosa e opressiva sob a escuridão.
No entanto, mais de uma centena de portais sombrios semelhantes àquele estavam se abrindo em inúmeros pontos ocultos pela cidade. Além disso, os portais continuavam ativos, enviando do Mundo das Sombras um exército sombrio de proporções alarmantes.
Mesmo as criaturas das sombras mais fracas ainda eram de Segundo Grau. Todas se escondiam cautelosamente pelos cantos da cidade, aguardando silenciosamente as ordens de seu mestre. Conforme o tempo passava, o número de elites de Terceiro Grau naquele exército sombrio começava a aumentar.
Na verdade, espíritos sombrios aterrorizantes de Quarto Grau chegaram até mesmo a emergir de um ou dois daqueles portais.
Esses espíritos sombrios já haviam sido criaturas mortas-vivas extremamente trágicas. Contudo, após acabarem no Mundo das Sombras por algum motivo desconhecido, foram modificados à força pela substância sombria quase sólida daquele mundo, transformando-se nessas criaturas bizarras, metade mortas-vivas, metade sombras.
A cidade durante a noite permanecia tão silenciosa quanto antes.
Entretanto, sob aquele silêncio, escondia-se uma tempestade mortal prestes a explodir!
Incontáveis olhos sombrios surgiam e desapareciam na escuridão enquanto uma intenção assassina aterrorizante preenchia a cidade. Era quase como se a própria cidade tivesse sido arrastada para o Mundo das Sombras. Não apenas o luar deixara de brilhar sobre o local, como até mesmo as poucas luzes restantes da cidade haviam se tornado escuras e fracas, semelhantes a chama da alma saídos do corpo de um morto.
Além de não emitirem qualquer calor, ainda provocavam um frio que parecia penetrar até os ossos!
O Adepto Holly subiu pela escada rangente e chegou ao segundo andar. Observou os dois corredores à sua frente e balançou a cabeça com um sorriso amargo. Por fim, virou à direita, encontrou o quarto mais próximo e fechou a porta firmemente atrás de si.
“Droga! Essa é a pior parte de sair em missões. Já é difícil encontrar um lugar para dormir em paz. Hmph! Não me importo com quem vocês sejam. Façam o que quiserem, mas se me perturbarem, não vou pegar leve!”
Holly gritou em direção ao teto antes de se jogar na cama.
Cherisha, que ainda aproveitava seu banquete na sala de jantar, de repente estremeceu. Um calafrio misterioso percorreu todo o seu corpo.
“Depressa, depressa, depressa… por que tanta pressa? Não posso simplesmente comer em paz?!”
Cherisha murmurou com a boca cheia de comida enquanto agitava a mão e apagava a vela sobre a mesa.
Quando a última luz da cidade desapareceu na escuridão, toda a terra despertou.

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